Falta de caminhoneiros deve triplicar até 2026 na Europa

Os próximos quatro anos serão decisivos para a profissão de motorista de caminhão. De acordo com a Organização Mundial do Transporte (IRU), a falta de motoristas deve crescer significativamente, podendo triplicar até 2026.

Esse aumento será mais expressivo na Europa, onde, de acordo com a entidade, o problema já está ficando fora de controle.

A maior causa da falta de mão-de-obra no setor se deve a um abismo que se formou entre o número de caminhoneiros que se aposentam todos os anos e o número de motoristas jovens que tem entrado na profissão.

Sem medidas para tornar a profissão de motorista mais acessível e atraente, a Europa pode precisar de mais de dois milhões de motoristas até 2026, impactando metade de todos os movimentos de carga e milhões de viagens de passageiros.

E uma das medidas adotadas atualmente, o aumento de salários, não tem surtido efeito. Dados da IRU mostram que o salário médio dos motoristas chega a ser cinco vezes mais alto do que a média entre todos os trabalhadores e nem isso tem feito os jovens se interessarem pela profissão.

“A escassez de motoristas na Europa está se acelerando rapidamente, representando uma grande ameaça para o continente se nada for feito. Os caminhões transportam 75% do volume de carga da Europa e 85% de seus produtos perecíveis, de alto valor e médicamentos, como vacinas, além de alimentos. Os serviços de ônibus, o meio de transporte coletivo mais utilizado na União Europeia, são fundamentais para os objetivos de descarbonização da Europa. Sem motoristas, a economia, a mobilidade social e o plano climático da Europa pararão. Mas existem soluções comprovadas, especialmente se a indústria e o governo trabalharem juntos”, disse o secretário-geral da IRU, Umberto de Pretto.

 

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