Puma Eletron – O caminhão elétrico nacional desenvolvido em 1980

Apesar de parecerem uma novidade, essas tecnologias apenas estão sendo refinadas, ficando mais práticas no dia a dia. E o Brasil foi pioneiro no uso de combustíveis alternativos, em uma época em que a gasolina se tornou escassa.
Além do uso de etanol em substituição à gasolina e até ao diesel, empresas como a paranaense Copel iniciaram testes com veículos movidos a energia elétrica. A produção do Puma Eletron começou em 1980, com a cooperação da Copel (Companhia Paranaense de Energia), além da Invel, Puma, Bardella, uma fabricante de motores elétricos, e a Lucas, que forneceu as baterias para o caminhão.
O chassi era de um caminhão Puma, assim como a cabine. A Invel, subsidiária da Marcopolo, forneceu a carroceria. A maioria dos componentes mecânicos eram os mesmos dos caminhões a diesel, com exceção do motor, que deu lugar à versão elétrica.

A velocidade máxima era de 80 km/h, obtidas a partir de um motor de 30 kW (41 cv), e o caminhão não tinha caixa de câmbio, acelerando gradualmente até a velocidade máxima.
As baterias eram bastante pesadas, com cerca de 1 tonelada, e permitiam até 600 ciclos de carga, o que garantia uma vida útil média de dois anos.

Além dos investimentos elevados para produção em massa, o valor final do caminhão para venda era proibitivo, e também houveram problemas tecnológicos, especialmente no sistema de controle elétrico, já que a eletrônica da época não era muito avançada.
Até 1985, o caminhão rodava cerca de 2 mil quilômetros por mês em Curitiba, apresentando bons resultados de uso.
Depois disso, o veículo acabou sendo abandonado, e até hoje está parado, sem uso e sem restauração. Esse foi um dos primeiros e talvez o veículo elétrico mais avançado produzido no Brasil nos anos de 1980.
