Mercedes-Benz eActros elétrico da Simon Loos recebe terceiro eixo “cadelinha” na Europa

Para melhorar a distribuição do peso do cavalo mecânico elétrico, que tem uma tara mais alta por conta das enormes baterias, a empresa Estepe, que desenvolve projetos especiais na Holanda, criou um terceiro eixo para instalação no chassi de modelos 4×2.
A ideia é que esse eixo de rodado menor, que fica oculto sob o chassi do implemento, compense o peso adicional das baterias, sem agregar peso excessivo ao caminhão.
A empresa garante que a estrutura tem apenas 550 quilos, e é elevável. Apesar de inovador para caminhões elétricos, o diâmetro menor do conjunto cria um visual estranho no caminhão.
Aqui no Brasil, nas décadas de 1950 e 1960, a modificação era comum. Era um eixo de largura igual aos outros do caminhão, especialmente FNM, mas com rodado menor, e era apelidado de eixo “cadelinha”, por ser menor e arrastado pelo caminhão.

No caso dos caminhões brasileiros de antigamente, o eixo “cadelinha” era fixo, sem ser direcional nem elevável, e contava com suspensão por feixes de molas metálicas, servindo para aumentar a carga transportada.
Agora, a empresa Simon Loos, que recentemente fez uma encomenda de 75 caminhões elétricos Mercedes-Benz eActros 600, se tornou a primeira a usar o equipamento de eixo adicional da Estepe em caminhões da marca alemã.
A Estepe destaca que o eixo adicional garante capacidade de carga adicional de 4,4 toneladas, e pode ser colocado e tirado do caminhão com certa facilidade, além de não comprometer o acoplamento de implementos convencionais.
O caminhão também teve o software atualizado, para que o motorista possa acompanhar, de dentro da cabine, como está a distribuição de peso por eixo no veículo.
A Simon Loos adquiriu cinco kits de eixos adicionais para seus novos caminhões elétricos, e os resultados da operação permitiram a compra de novos eixos no futuro.

