Estados Unidos tenta reduzir escassez de motoristas com mudanças na legislação

De acordo com a American Trucking Associations (ATA), faltam mais de 80 mil motoristas profissionais nos Estados Unidos. Com isso, a cadeia logística já enfrenta, há alguns anos, problemas para entregas de mercadorias e um aumento de custos sem precedentes.

Entre os motivos da redução do interesse na profissão estão os baixos salários, mesmo podendo chegar aos US$ 90 mil por ano, dificuldades nas rodovias e tempo longe de casa, entre outros.

Para mudar essa realidade, projetos de lei no país tentam incentivar que mais pessoas obtenham uma Commercial Driver’s License (CDL), que é a carteira de motorista profissional do país.

Entre os projeto, a ATA destacou dois, sendo um que incentiva veteranos militares a se tornarem caminhoneiros, e outro que reduz a burocracia para obtenção da CDL.

O projeto que visa expandir o acesso dos veteranos militares ao treinamento de motorista profissional busca uma forma das auto-escolas serem reembolsadas mais rapidamente pelo governo federal do país, já que os veteranos dispõem de um programa de benefícios que permite tirar a CDL sem custos.

Mas o interesse das auto-escolas no programa é baixo, já que, em alguns casos, o reembolso dos custos do treinamento só é feito após dois anos, o que é muito tempo.

Se aprovado, o projeto removeria o tempo de espera pelo reembolso, aumentando o interesse das empresas em treinar os veteranos.

“Quando os bravos homens e mulheres de nossas forças armadas voltam para casa, a última coisa com que eles deveriam se preocupar é com a burocracia que os impede de realizar o sonho americano que eles lutaram para defender”, disse o Presidente e CEO da ATA, Chris Spear.

O outro projeto visa reduzir as exigências consideradas desnecessárias para obtenção da CDL por qualquer norte-americano.

Durante a pandemia, quando a falta de caminhoneiros chegou a níveis críticos, a Federal Motor Carrier Safety Administration (FMCSA) fez mudanças que reduziram muitas barreiras burocráticas.

Entre as mudanças, está a possibilidade de que os examinadores dos testes de direção sejam terceirizados, e, em outro caso, que os motoristas possam fazer os testes de direção fora de seus estados de domicílio.

“Simplificar o processo de emissão das CDL sem comprometer a segurança é uma medida de bom senso que podemos tomar para aliviar a escassez de cerca de 80.000 motoristas de caminhão em todo o país”, completou Chris Spear.

 

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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