O documento, intitulado “Painel de Monitoramento dos Transportadores Autônomos de Cargas” e produzido pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), monitorou pelo menos oito lideranças dos caminhoneiros, segundo o grau de ameaça que representavam.
Nenhum dos líderes oferecia alto grau de ameaça, de acordo com o documento, mas todos eram analisados de acordo com a representatividade; acesso a canais formais de comunicação; proliferação de mensagens do ator em redes sociais; presença em pontos de bloqueio anteriores; agressividade do discurso; vinculação a grupos políticos de oposição; e capacidade e intenção de mobilização.
As lideranças citadas no documento são:
Pouco mais de um ano após a criação desse documento, em julho de 2021, o então diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, disse em uma audiência pública que a agência não realizava análises individuais, sem fazer monitoramento de pessoas.
Esse relatório foi enviado em 2020 à Casa Civil, pasta então comandada pelo general do Exército Walter Braga Netto, ex-candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022, na qual funcionava um grupo interministerial criado para coordenar o combate à pandemia da Covid-19.
O documento integra um conjunto de 170 arquivos produzidos pela Abin, de março a junho de 2020, ao qual a Agência Pública teve acesso por meio da Lei de Acesso à Informação – após dois anos e meio de negativas do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Para ver as informações publicadas pela Agência Pública na íntegra, CLIQUE AQUI.
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