Freightliner War Eagle – O caminhão mais estranho da montadora americana

O desenvolvimento de um caminhão totalmente novo leva anos, e, nesse tempo, dezenas de protótipos são construídos para que toda a tecnologia presente no projeto seja avaliada. Isso acontece hoje e também acontecia no passado.

Em 1974, a Freightliner estava desenvolvendo sua linha de caminhões convencionais, com projetos baseados em modelos COE (Cabin Over Engine), os tradicionais cara-chata. Os caminhões convencionais ostentam um longo capô sobre o motor, e a cabine é recuada no chassi.

A posição mais centralizada sobre o chassi reduz a vibração para o motorista, e também facilita a manutenção, já que o motor pode ser revisado pelas laterais e por cima, sem a necessidade de levantar a cabine.

A ideia da Freightliner era de que os caminhões bicudos compartilhassem até 85% dos componentes com os modelos cara-chata.

Para isso, a cabine ficou mais estreita, mas usava quase tudo dos modelos COE, inclusive portas e vidros, além do interior ser idêntico.

Mas o que deixou o caminhão estranho foi o capô. Diferente de outras marcas, que usavam capôs estreitos, o War Eagle usava um capô largo, com uma enorme grade dianteira hexagonal, e pequenos faróis redondos.

Outras marcas, como Peterbilt e Kenworth, tinham capôs mais estreitos, com os para-lamas destacados, e faróis instalados ao lado da grade frontal, em frente aos paralamas.

O caminhão nunca entrou em produção normal, sendo substituído por um modelo bem mais tradicional. Também não há informações sobre o paradeiro do caminhão, mas é provável que tenha sido sucateado pela própria fabricante, um destino comum para veículos protótipos.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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