Sterling T26 8×8 – Um monstro de 16 pneus para o transporte de tanques

A movimentação de carros de combate superpesados, os famosos tanques de guerra, é necessária em qualquer cenário de conflito. Essas enormes estruturas, fortemente blindadas, conseguem se movimentar por meios próprios, mas consomem muito combustível e a velocidade de deslocamento é baixa. Por isso, são necessários caminhões especiais para esse transporte.

Um dos monstros de pneus desenvolvidos durante a Segunda Guerra Mundial foi o Sterling T26 8×8, um enorme caminhão de 26 toneladas, que poderia transportar os blindados mais pesados fabricados nos anos 1940.

O projeto desse caminhão foi desenvolvido para substituir outro caminhão grande, o M26 Dragon Wagon, que apesar de muito potente, não conseguia transportar os tanques de até 95 toneladas, como o T28 Super Heavy Tank, que tinha quase 100 toneladas, com um canhão de 105 mm.

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O desenvolvimento do caminhão Sterling T26 8×8, no entanto, esbarrou em um problema do período da grande guerra, a falta de aço de qualidade. Com isso, o sistema de transmissão poderia quebrar com facilidade.

A solução encontrada foi criar um sistema que usava correntes de transmissão individuais, em cada uma movimentando uma roda individual. A solução era antiga, dos primórdios dos automóveis com transmissão por corrente, mas era uma forma inteligente de lidar com as restrições do tempo de guerra.

Por conta do peso transportado, o caminhão utilizava 16 pneus, sendo quatro por eixo. Por isso, outra curiosa solução foi a movimentação completa do sistema de tração dianteiro, com os dois eixos se movimentando em um bogie.

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O gigante usava um motor LaFrance 300E V12, com cilindrada de 13 litros, que tinha potência de 280 cavalos e apenas 700 Nm de torque. A falta de potência, para o padrão atual, era contornada pela utilização de três sistemas de câmbio individuais, que permitiam ao motorista a utilização de 20 velocidades à frente e mais três à ré.

Posteriormente, o caminhão receberia os mesmo motores, mais potentes, que eram usados em blindados, como motores Ford V8 e V12.

Apesar de todo o trabalho envolvido no projeto, a Segunda Guerra Mundial terminou em 1945, e o desenvolvimento do caminhão acabou no ano seguinte, em 1946.

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Com o fim das restrições de uso de aço e outros materiais, o projeto acabou sendo deixado de lado. De acordo com a história, uma unidade sobreviveu, e está sendo restaurada há vários anos, mas não há maiores informações sobre o estado atual desse enorme caminhão.

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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