Grupo pró-maconha diz que teste anti-drogas para caminhoneiros tira empregos

Dirigir um caminhão carregado com toneladas de mercadorias exige uma enorme quantidade de atenção, e a ocorrência de um acidente pode trazer danos sérios à saúde do motorista e de outras pessoas, além de causar prejuízos ambientais e materiais, muitas vezes imensuráveis. Por isso, a maior parte dos países adota uma série de regras para proibir o uso de drogas por motoristas profissionais.

Mas um grupo pró-maconha, nos Estados Unidos, argumenta que os testes estão tirando empregos. O grupo pede que o Departamento de Transportes dos EUA (DOT) altere as regras, para não penalizar motoristas profissionais que façam “uso recreativo” de drogas enquanto não estão trabalhando.

Vários estados norte-americanos já relaxam as leis anti-drogas, permitindo a venda e consumo de muitos tipos de substâncias, antes consideradas prejudiciais à saúde. Porém, as regras anti-drogas são mantidas nacionalmente para motoristas profissionais.

A norma federal exige que motoristas profissionais sejam submetidos aleatoriamente a testes de urina, para verificação de uso de drogas, que inclui a maconha. Nos últimos meses, estatísticas federais identificaram a suspensão de mais de 72 mil motoristas de caminhão como resultado de testes de drogas que deram positivo.  Mais da metade desses testes positivos para drogas  foram para o uso de maconha.

Uma das mudanças pedidas pela Organização Nacional para a Reforma das Leis sobre a Maconha (NORML), é que os testes sejam feitos por meio de coleta de saliva, que detecta o uso de drogas até dois dias antes do teste. O teste de urina pode detectar o uso de drogas até dois meses após o uso.

Para a Norml, essas regras “obsoletas” sobre o consumo de drogas estão contribuindo para a escassez de motoristas ao volante, já que boa parte dos motoristas reprovados nos testes de urina não volta a trabalhar com caminhões, pela dificuldade de se requalificarem para o serviço.

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Apesar da solicitação, o DOT faz estudos muito técnicos sobre qualquer assunto que envolva a segurança das estradas. O uso de maconha produz vários efeitos que podem interferir diretamente na qualidade da condução do motorista, como sedação, alteração da percepção do tempo, redução do tempo de reação, e prejuízos na coordenação motora.

A maconha, apesar de ser uma droga com menor potencial de risco, pode causar dependência, e os viciados podem apresentar efeitos graves de abstinência, como problemas de humor, problemas de sono, dores e outros problemas musculares, além de intenso desconforto físico.

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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