Governo russo suspende vendas da chinesa Shacman por problemas de segurança

O mercado de transportes da Rússia foi inundado por marcas chinesas nos últimos anos, por conta das sanções que o país recebeu após a invasão do território da Ucrânia, em 2022. Todas as marcas europeias tradicionais deixaram a região, e os modelos chineses foram a saída mais rápida.
Mas isso não quer dizer que a venda desses caminhões não ofereça problemas para os transportadores russos. O órgão federal de controle de veículos da Rússia publicou um documento que proíbe a importação e venda dos caminhões Shacman, do modelo SX3258.
De acordo com o órgão, esses caminhões oferecem uma série de problemas para os motoristas, além de falhas de segurança. Os caminhões não cumprem os requisitos russos de restrições de ruído, dispositivos de proteção traseira e lateral das cabines, e não poderão mais ser comercializados.
Não fica bem claro nos documentos sobre os dispositivos de proteção traseira e lateral, se é uma falha estrutural das cabines, ou se é necessária a adição de itens para aumentar a proteção do motorista e passageiro.
A outra violação, de ruído, diz que os caminhões produzem mais barulho do que o permitido, uma situação que afeta diretamente o bem-estar e a saúde do motorista, contribuindo para sua fadiga, o que pode causar um acidente. A tensão nervosa dos motoristas associada ao aumento do ruído do caminhão pode levar a problemas de saúde, como dores de cabeça, tonturas e aumento da pressão arterial.
Para voltar a operar na Rússia com esse modelo, a Shacman terá que realizar um recall completo de todas as unidades vendidas e nas não vendidas que já estejam em solo russo, e terá que cumprir todas as regras de segurança em novos modelos.
De acordo com informações preliminares, mais de 15.000 unidades dos caminhões Shacman tipo SX3258 potencialmente perigosos foram importados para o território da Federação Russa, dos quais 2.170 já estão em operação.
