Volvo FH da Michelon que ficou 20 anos em Uruguaiana será restaurado

Imagem de Redes Sociais / Facebook

Um Volvo FH engatado em uma carreta baú com o logotipo da Rodoviário Michelon, uma empresa de transportes de cargas que era situada em São Marcos, no Rio Grande do Sul e chegou a ter uma frota com cerca de 800 caminhões e carretas, chamou a atenção por muitos anos na cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Agora, o pesado vai ganhar uma nova vida, após ser comprado e sair do local onde ficou por quase 20 anos.

Vídeo e fotos do famoso caminhão saindo do pátio onde ficou por tantos anos viralizaram nas redes sociais.

O Blog do Caminhoneiro tentou fazer contato com o novo proprietário, mas ele ainda não quer se identificar. O caminhão saiu do Rio Grande do Sul e será levado para Curitiba, no Paraná, onde passará por uma restauração completa.

História do caminhão

Imagem de Redes Sociais / Facebook

Caminhoneiros que utilizam a Elog Cobec, na região de Uruguaiana, Rio Grande do Sul, já viram esse caminhão, e suas imagens repercutem muito nas redes sociais. Um Volvo FH vermelho engatado, e ostentando o nome do saudoso Rodoviário Michelon, parado há muitos anos no mesmo local.

A empresa atuava no Brasil e Mercosul, com fama construída desde a década de 1930, operando os mais diversos tipos de caminhões até meados dos anos 2000, quando encerrou suas atividades. Os veículos da empresa, na época cerca de 800 caminhões, foram passando para outros proprietários, perdendo o padrão de frota usado pela Michelon. Por isso, quando um caminhão que ainda ostenta as marcas da empresa é visto, logo é alvo de fotos e publicações nas redes sociais.

É o caso desse Volvo FH12, com 380 cavalos de potência, que foi adquirido Zero KM pela Michelon no ano de 1995. Operado por vários anos nas mais diversas rotas, trocou de mãos no início dos anos 2000, mas não perdeu os detalhes de quando fazia parte da frota da Michelon.

O veículo em questão foi apreendido pela Aduana Argentina em 2007, época que as autoridades daquele país desenvolviam suas atividades no porto seco brasileiro. A retirada desse veículo – e de outros que estavam na mesma situação, somente foi efetivada após bastante insistência por parte da Receita Federal de Uruguaiana, uma vez que os veículos acabavam por ocupar vagas que poderiam ser utilizadas no fluxo do porto seco.

 

 

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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