O FIM DE UMA ERA – Kenworth irá encerrar produção do lendário W900L

Imagem de Kenworth

Um comunicado interno da Kenworth, que acabou sendo publicado nas redes sociais, mostra que a montadora norte-americana irá encerrar a produção do lendário caminhão W900L, além do W900B, e das séries T800W e C500.

De acordo com o comunicado, a empresa tomou essa decisão por conta dos padrões de emissões mais rigorosos, e também pela limitação de adequação desses caminhões às novas tecnologias.

O Kenworth W900L é considerado o último caminhão clássicos dos Estados Unidos. A produção da linha W900 começou na década de 1960, e o design básico do caminhão mudou muito pouco desde então.

Ele ainda mantém o mesmo tipo de capô e a cabine mais estreita, com 1,9 metros entre as portas. Os modelos mais novos são produzidos com cabines mais largas, chamadas de cabines integrais, onde os painéis laterais ficam a 2,1 metros de distância um do outro.

Em 2017, a montadora já tinha feito uma tentativa de encerrar a produção desse caminhão, com o lançamento do W990, que traz o mesmo padrão de capô, mas apresenta uma cabine mais larga e aerodinâmica, com mais tecnologia e comodidades para o motorista.

A produção do caminhão é feita quase que 100% a mão, e todas as unidades do W900 produzidas atualmente vão para caminhoneiros chamados de proprietário-operadores, que dirigem o próprio caminhão.

O W900L recebeu sua última série especial em 2023, para celebração da marca de 100 anos da Kenworth. O caminhão foi totalmente personalizado, junto com o moderno T680, para a celebração da data.

Outras marcas nos Estados Unidos já haviam encerrado a produção de caminhões mais tradicionais, mesmo com críticas dos clientes, justamente por conta da redução da demanda por esses modelos e novas regras ambientais. É o caso da Peterbilt, que junto com a Kenworth e DAF pertence ao Grupo Paccar, que encerrou a produção do modelo 389 em 2023. A marca substituiu o 389 pela versão 589, maior, mais tecnológico e confortável.

A última grande atualização de design do W900 aconteceu em 1982, com as últimas mudanças sendo feitas apenas nos motores e controle de emissões.

A partir desse ano, o modelo já começa a ter a produção reduzida, com a Kenworth reduzindo significativamente a quantidade de opções disponíveis, incluindo as cores. A partir de 2026, a produção será paralisada totalmente.

Para quem gosta do estilo, é uma enorme perda para o setor de transportes. Os transportadores que tem esses caminhões já comentam que não irão vender os veículos como usados, os mantendo com carinho em suas frotas. Isso também deve inflacionar os valores.

E, por terem a produção limitada e manterem o design tradicional, esses caminhões já são mais caros que os modelos convencionais, ficando cerca de US$ 80 mil acima de um T680 novo por exemplo.

Para se ter uma ideia, o caminhão da imagem abaixo está sendo vendido como Zero KM, por US$ 260 mil. Já um Kenworth T680 novinho é negociado por cerca de US$ 175 mil.

Imagem Divulgação

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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