HISTÓRIA DA ESTRADA – CAMINHÃO É UM VÍCIO

Imagem Reprodução / Internet

Transportar carga pelas estradas.
É um importante ofício.
Caminhões e carretas carregadas.
Dirigir caminhão é um vício.

A cabine do estradeiro eu adentro.
No banco confortável me acomodo.
As dificuldades do trecho eu enfrento.
Por todo esse imenso Brasil eu rodo.

Caminhão toco ou trucado.
Carretas, bitrens, romeu e Julieta.
Caminhão não pode ficar parado.
Se caminhoneiro parar, a coisa fica preta.

Câmbio manual nos caminhões raiz.
Para dirigir tem de ter braço.
Câmbio automático, caminhoneiro feliz.
Diminui a fadiga e o cansaço.

Tem os motoristas que gostam do bicudo
Motor lá fora e maior segurança.
Para outros, o bruto cabine avançada é tudo.
Nesses caminhões tem muita confiança.

Da velha guarda, Scania, Mercedes, Volvo.
Fiat, FNM, Chevrolet, Dodge e os Ford.
Os motoristas de agora só querem bruto novo.
São mais velozes no transporte.

Quem já provou da boleia.
Não consegue mais ficar sem ela.
Para se ter disso uma ideia.
Considera ela sua casa mais bela.

Caminhão novo ou antigo.
Caminhão com muito ou pouco uso.
Caminhão se torna de casa um amigo.
Nele, você nunca estará recluso.

Cabine simples ou cabine leito.
Ali o caminhoneiro se sente rei.
Deve ter atenção e dirigir direito.
Pois é vigiado pelos homens da lei.

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Caminhão no toco, pouca carga.
Tem mais mobilidade em todo lugar.
Estrada estreita ou rodovia larga.
Em qualquer uma pode rodar.

Se é um Chevrolet ou Dodge diesel.
FNM, Ford ou até um GMC Marítimo.
O caminhoneiro não é um insensível.
Traz a saudade guardada em seu íntimo.

Quando está longe de sua casa.
Lembra dos filhos e da mulher.
Na volta ao lar, o coração abrasa.
Estar com a família o que mais quer.

Acelerar o estradeiro, isso que gosta.
O bruto parece querer voar sobre a pista.
Cada viagem, no sucesso é aposta.
Cada chegada é uma página escrita.

Caminhão é um vício do bem.
Vício de quem gosta do trabalho.
Dirigir uma carreta, um bitrem.
Sei de mim e de quanto valho.

Se viajo sozinho ou bem acompanhado.
Para chegar no horário, bem cedo saio.
Esporeio o bruto e ele corre apressado.
Na estrada parece um flamejante raio.

Se vocês têm curiosidade.
De saber qual é meu caminhão.
Digo com toda a sinceridade.
Meu bruto tem muita tradição.

Tem mais de cinquenta anos de idade.
Cavalo mecânico, como convém.
Cabine avançada, trucado, tem agilidade.
Um quinze e vinte Mercedes Benz.

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Eu o tenho a tantos anos.
Parecemos um só quando dirijo.
Vendê-lo não faz parte de meus planos.
O máximo desempenho dele exijo.

Ao volante abro os lábios em um sorriso
Ouvir o som do motor, suave música.
Sou motorista raiz, ter atenção preciso.
Sinto-me confortável na cabine rústica.

Sou pessoa simples e assim é meu bruto.
Rústico de dirigir e de fácil manejo.
Com meu estradeiro, por meu pão eu luto.
Pelo para-brisa, paisagem diferente sempre vejo.

Caminhão, saudável vício.
Procuro nunca andar vazio.
Rodovias próximas de precipício.
Também passo ponte sobre rio.

Fronteiras de estado eu cruzo.
Por estrada ruim e estrada boa.
Do meu estradeiro não abuso.
Puxo a buzina e som estridente soa.

Autor: Roberto Dias Alvares

Roberto Dias Alvares

Casado com uma mulher linda. Pai de filha abençoada. Santista ainda. Escritor e poeta da estrada.

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