Ataque ucraniano à Rússia causa caos logístico com milhares de caminhões paralizados

As autoridades russas intensificaram as inspeções de caminhões em todo o país após os ataques de drones da Ucrânia, levando a interrupções logísticas significativas e engarrafamentos generalizados, como visto em vídeos divulgados nas redes sociais nos últimos dias, mostrando que caminhões foram parados e estradas bloqueadas para as fiscalizações.
Os ataques, parte da “Operação Teia de Aranha”, envolveram drones montados em estruturas disfarçadas como casas pré-fabricadas, transportados por motoristas de caminhão russos da região de Chelyabinsk, visando bases aéreas estratégicas russas em Murmansk, Irkutsk, Ryazan e Ivanovo. Os motoristas disseram que não sabiam sobre os drones nos veículos até o momento em que começaram os ataques.
Irkutsk, 02.06.25 — looks like the war has begun. Everyone’s being checked, no one’s being let in, roads are blocked, people are driving through fields, and all trucks are being stopped. They’re probably scared. The action has reached Siberia. pic.twitter.com/co2JxvM6Dq
— Exilenova+ (@Exilenova_plus) June 2, 2025
As medidas de segurança reforçadas, incluindo verificações detalhadas em todos os veículos de carga, causaram caos nas rodovias russas, com relatos de atrasos extensos e congestionamentos, já que as autoridades temem novos ataques.
Um armazém em Chelyabinsk, identificado como local de montagem dos drones, foi ligado à operação, levando a uma investigação de terrorismo pela polícia russa que busca um homem de 37 anos chamado Artem, suspeito de planejar os araques, que tem origem ucraniana.

O sucesso da operação em danificar aeronaves estratégicas russas, confirmado por imagens de satélite, escalou as tensões e levou a um cerco mais amplo à logística, afetando não apenas a segurança, mas também o fluxo de mercadorias pela Rússia.
De acordo com as investigações, pelo menos 41 aeronaves foram severamente danificadas ou destruídas completamente nos ataques, causando bilhões de dólares em prejuízos às Forças Armadas russas.
— Exilenova+ (@Exilenova_plus) June 1, 2025
