Número de mortes em acidentes envolvendo caminhões aumenta no Paraná

Imagem de Polícia Rodoviária Federal

No primeiro semestre de 2025, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou um aumento de 15% nas mortes em acidentes envolvendo caminhões. Em 2024, foram 142 mortes; este ano, o número subiu para 164. Do total de 302 mortes em acidentes no período, 54% envolveram pelo menos um caminhão. Curiosamente, o número de acidentes caiu 5%, mas os que aconteceram foram mais graves.

As colisões frontais, conhecidas como “batidas de frente”, são as mais perigosas, representando 44% das mortes. Esse tipo de acidente é grave porque a velocidade dos veículos se soma, causando um impacto muito forte, especialmente com caminhões pesados. As mortes em colisões frontais cresceram 22%, passando de 59 em 2024 para 72 em 2025.

A culpa pelos acidentes não é só dos caminhoneiros. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz que as causas são variadas, e todos — motoristas, pedestres, ciclistas e motociclistas — têm responsabilidade na segurança no trânsito. É importante que todos dirijam com cuidado e atenção.

No Paraná, a PRF fiscaliza bastante os caminhões. De janeiro a junho, mais de 70 mil caminhoneiros foram abordados.

“Quase metade das abordagens feitas diariamente pelos policiais rodoviários federais no Paraná é exatamente de veículos de carga”, informa o superintendente da PRF no estado, Fernando César Oliveira. “Foram mais de 70 mil caminhoneiros abordados, de janeiro a junho deste ano, fato que reflete a preocupação central da PRF com os condutores desse tipo de veículo.”

Para melhorar a segurança, a PRF vai realizar, no dia 19 de setembro, durante a Semana Nacional do Trânsito, um seminário em Curitiba chamado “Motorista profissional: jornada de trabalho e tempo de descanso”. O evento terá a participação de trabalhadores, empresas de transporte e o Ministério Público do Trabalho.

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A PRF também faz operações específicas, como a Serra Segura, que verifica as condições de freios, suspensão e pneus dos caminhões. Cerca de 25% dos veículos fiscalizados são autuados e retidos por problemas mecânicos. Além disso, 892 caminhões foram multados por excesso de peso neste semestre, um pouco mais que os 883 de 2024. O excesso de peso danifica as estradas, atrapalha o trânsito e aumenta o risco de acidentes, já que sobrecarrega freios e suspensão. Caminhões com excesso de peso são multados (em média R$ 130,16, mais um valor extra pelo peso excedente) e só podem seguir viagem após transferir a carga extra para outro veículo.

Perfil dos acidentes com caminhões

A maioria das mortes (65%) aconteceu em pistas simples, embora elas representem apenas 48% dos acidentes. As colisões frontais lideram com 44% das mortes, seguidas por tombamentos e colisões traseiras, cada uma com 10%. A BR-277, a rodovia mais longa do Paraná, teve 37 mortes e a maior taxa de óbitos por quilômetro. A BR-376 (20%) e a BR-369 (14%) vêm em seguida, sendo que a BR-369 teve um aumento de 130% nas mortes, passando de 10 para 23.

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A maioria das vítimas é homem, entre 20 e 40 anos. Apenas 33% dos mortos estavam nos caminhões; os outros eram ocupantes de outros veículos ou pedestres.

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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