Caminhões Freightliner e Western Star, produzidos pela Daimler Trucks North America e equipados com motores Detroit, estavam sofrendo com um problema que transformava os veículos em tartarugas sobre rodovias nos Estados Unidos.
De acordo com a Daimler, cerca de 330 mil caminhões estavam sofrendo com o problema. Isso ocorria quando o tanque de Diesel Exhaust Fluid (DEF – Arla32 no Brasil) estava vazio.
Quando o software detectava que o sistema estava sem o DEF, o caminhão ficava com velocidade máxima limitada a 5 milhas por hora, ou 8 km/h. Além da velocidade reduzida ao mínimo, a potência do caminhão também cai consideravelmente.
Depois de o tanque ser abastecido com Arla 32, o caminhão perdia esse bloqueio, e o caminhoneiro poderia seguir viagem. O risco estava quando essa redução ocorria em rodovias de alta velocidade.
Além disso, o bloqueio também ocorre quando o veículo precisa fazer a regeneração do EGR (Exhaust Gas Recirculation – Recirculação de Gases de Escape).
Agora, a empresa anunciou que, com novas diretrizes da EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) emitidas em agosto de 2025, o software pode ser atualizado. Com isso, essa velocidade reduzida fica limitada a 25 milhas por hora, ou cerca de 40 km/h, evitando maiores riscos.
O sistema de DEF usa sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR), usando o Arla 32, a base de ureia e água pura, para converter óxidos de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água.
Já o EGR tem válvulas que permitem a recirculação de parte dos gases do escapamento para dentro do motor, para uma “re-queima”, reduzindo as emissões.
Ambos são sistemas muito similares aos usados por caminhões Euro 5 e Euro 6 no Brasil.
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