Problemas estruturais graves foram identificados na Ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, em Pedro Afonso (TO). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) apresentou relatório técnico do conjunto de investigações técnicas sobre a estrutura, mostrando resultados explicam a origem dos problemas identificados na estrutura e fundamentam a decisão acerca do futuro da travessia.
Com isso, o tráfego sobre a ponte foi totalmente bloqueado, em ambos os sentidos.
O DNIT realizou duas investigações separadas na ponte. A primeira aconteceu entre os dias 8 e 10 de julho, quando a ponte passou por uma prova de carga: caminhões carregados e pesados um a um, somando até 360 toneladas, foram posicionados sobre o vão central enquanto centenas de sensores mediam como a estrutura reagia — o equivalente a um teste de esforço supervisionado, feito com todo o controle de segurança.
No segundo teste, amostras de concreto retiradas das fundações, dos blocos e dos pilares foram enviadas ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, onde passaram por análise ao microscópio, como uma biópsia do material.
O primeiro problema da estrutura apareceu quando os caminhões foram retirados da ponte, e foi considerado como um comportamento atípico. Mesmo com o alívio do peso, a ponte não voltou completamente à posição original. No vão central, parte da deformação ficou registrada de forma permanente nas fundações e nos pilares.
E foi o teste laboratorial que explicou exatamente o que aconteceu. O concreto das fundações dos dois apoios centrais está acometido por duas reações químicas internas, conhecidas pelos engenheiros como reação álcali-agregado e formação de etringita tardia. Em termos simples, é um problema irreversível e a única solução é a substituição.
Com base nos laudos e em critérios técnicos do Programa de Reabilitação de Obras de Arte Especiais (PROARTE), o DNIT adotará como diretriz a reconstrução da ponte.
Enquanto a solução definitiva é preparada, a ponte está totalmente interditada. O DNIT não descarta a reabertura da estrutura para o trânsito de veículos leves, como carros e motos, mas, para isso, será preciso a realização de serviços preparatórios. Em 15 dias, a autarquia reavaliará essa possibilidade.
O DNIT destaca que a região passa a contar com fiscalização rigorosa, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal. Os motoristas devem seguir pelas rotas alternativas destacadas abaixo.
Privacidade e cookies: Esse site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, acesse nossa página de política de privacidade
Leia mais