ICMS zero amplia oportunidades para transporte de cargas em Londrina

Imagem de Rafael Brusque Toporowicz / Blog do Caminhoneiro

A prorrogação da isenção do ICMS para produtos, insumos e operações ligadas à atividade agropecuária até 31 de dezembro de 2026 deve ampliar os efeitos positivos sobre a cadeia produtiva do Paraná. A medida, mantida pelo Governo do Estado por meio do Decreto nº 13.158, contempla itens essenciais à produção agrícola e também abrange a prestação de serviço de transporte intermunicipal de cargas dentro do Paraná, contribuindo para reduzir custos em uma etapa estratégica do escoamento da produção.

O incentivo ocorre em um momento de forte relevância do agronegócio para a economia estadual e regional. Dados recentes do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) mostram que as exportações do complexo soja somaram 6,72 milhões de toneladas nos primeiros cinco meses de 2026, alta de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em Londrina, o peso do setor também aparece na balança comercial: em 2025, o município exportou US$ 916,1 milhões, sendo que produtos do reino vegetal responderam por 69,7% desse total, enquanto produtos das indústrias alimentares representaram outros 22%, segundo dados do MDIC/Comex Stat.

Para Marcelo Aguiar, diretor regional da unidade de Londrina do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR Londrina), a manutenção do benefício tributário tende a gerar reflexos diretos sobre a logística regional. “A prorrogação da isenção do ICMS é uma medida bastante positiva para toda a cadeia do agronegócio. Quando produtores e indústrias contam com um ambiente tributário mais estável e previsível, eles ganham confiança para investir, ampliar a produção e movimentar mais negócios. E, naturalmente, tudo isso passa pelo transporte”, afirma.

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Na avaliação do setor, Londrina ocupa posição estratégica dentro da malha logística paranaense por conectar cooperativas, agroindústrias, produtores rurais, centros de distribuição e corredores de exportação. Com a atividade agropecuária mais aquecida, a tendência é de crescimento da demanda por transporte rodoviário, armazenagem, distribuição e serviços logísticos, movimentando também empresas ligadas à manutenção de frota, tecnologia, segurança operacional e gestão de cargas.

“O agronegócio é uma cadeia totalmente interligada. Com cooperativas, agroindústrias e produtores rurais produzindo e comercializando mais, cresce também a demanda por armazenagem, transporte, distribuição e serviços logísticos. Isso impulsiona as transportadoras, gera novas oportunidades para operadores logísticos e movimenta diversos segmentos da economia regionall”, destaca Aguiar.

Apesar do potencial positivo, o diretor regional do SETCEPAR Londrina ressalta que os ganhos tributários precisam ser acompanhados por avanços estruturais. “O transporte rodoviário está preparado para crescer e tem investido em tecnologia, rastreamento, gestão operacional, segurança e renovação de frota. Mas não basta haver mais caminhões disponíveis. É fundamental contar com rodovias em boas condições, acessos adequados, mão de obra qualificada e processos logísticos cada vez mais eficientes”, pontua.

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Para que a prorrogação do ICMS zero se traduza em ganhos duradouros para a logística do Norte do Paraná, a região precisa avançar também em infraestrutura, qualificação profissional e eficiência operacional. O SETCEPAR Londrina avalia que a combinação entre incentivo econômico, melhoria dos corredores rodoviários e maior integração entre poder público e iniciativa privada será essencial para ampliar a competitividade regional.

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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