Entrevista com Patriciah Dal Moro, a mulher por trás da TransGaudério

IMG_20140108_183853




Nascida em Vila Maria-RS e atualmente morando em Sidrolândia-MS, Patriciah Dal Moro é filha de Natalim Dal Moro, da empresa TransGaudério. A empresa atua no transporte de frangos vivos, combustíveis e grãos, e o Sr. Natalim se mantém na estrada, trabalhando com o bitrem graneleiro da família. Natalim trabalha há mais de 40 anos com caminhões, e há 20 possui a transportadora, que iniciou com apenas 1 caminhão no transporte de frangos vivos e hoje tem 7 veículos, todos com menos de 3 anos de uso. “Todos nossos caminhões não ultrapassam os três anos de uso. É muito importante proporcionar conforto aos nossos trabalhadores”, diz Patriciah, que cedeu a entrevista para o Blog do Caminhoneiro.

Patriciah tem na família 3 tios que já trabalharam com caminhões, mas que hoje deixaram a vida na estrada. Apenas o pai se mantém trabalhando no transporte rodoviário. Patriciah é muito envolvida nos negócios da família, e gosta muito de caminhões, apesar de cursar a faculdade de odontologia, diz que vai se manter em contato com os caminhões e com os negócios: “Não é apenas um trabalho, um negócio de família, é uma paixão. Algo que gosto muito. Pretendo me formar, trabalhar na área odontologica que também gosto muito, mas sempre conciliar isso com os caminhões. Pois a vida pode nos levar para rumos diferentes entretanto nunca podemos perder nossa essência. E minha essência está diretamente ligada aos caminhões”, completa Patriciah.

Patriciah, quando pode, faz tudo que é necessário para a empresa, desde lavar caminhões, ir a borracharia, abastecer e até mesmo meche com mecânica nos caminhões. Formada em um curso de mecânica pesada, Patriciah diz que com esse curso conseguiu conhecer e entender melhor como funciona um caminhão. E que foi uma experiência única. “Meus colegas do curso sempre tinha uma disposição maior para que eu aprendesse, pois eu era a única novata no curso. Com minha dedicação e com o auxílio deles e do meu grande professor me sai muito bem, modéstia à parte”, finaliza. E sempre que pode, Patriciah viaja de caminhão e diz ser muito gratificante para ela.

Os critérios da empresa para contratação de motoristas são a CNH de acordo com o veículo a ser conduzido, e também o conhecimento da região. Outro ponto é a procura por candidatos com perfil sério: “Sempre procuramos pessoas responsáveis, honestas e trabalhadoras”, completa Patricah. Com a atual equipe, a empresa está muito bem, pois cada caminhoneiro cuida do caminhão que dirige como se fosse a própria casa, mas diz que já houve problemas por falta de cuidados dos empregados para os caminhões: “Infelizmente já passaram algumas pessoas que não foram tão cuidadosas e causaram muito prejuízo”. Patriciah também diz que a atual equipe de funcionários orgulha a empresa: “Eles têm um cuidado, um esmero, que temos orgulho de saber que pessoas assim trabalham conosco”.

Como profissional ligada à área da saúde, Patriciah conhece os efeitos que o uso de drogas ao volante pode causar, por isso é contra, e diz que os funcionários da empresa também não fazem uso. O Sr. Natalim, dono da empresa, também nunca usou nenhum tipo de droga. “É preciso ter consciência e respeitar as limitações do corpo. Deu sono? Pare. Estacione. Descanse. Pois sua vida vale mais que qualquer frete”, finaliza.

Quanto à Lei do Descanso, Patriciah disse que a empresa tem horário flexíveis, com tempo de sobra para os motoristas descansarem. Ela também disse que “a lei só não basta para que os caminhoneiros descansam, é necessário que haja paradas que sejam seguras também”.

Como é uma empresa estabelecida e com vários caminhões na frota, a TransGaudério não sofre com a burocracia para a compra de caminhões novos. Porém diz que é necessário sempre ter cuidado para realizar uma compra em um valor tão alto. Outro ponto citado por ela é a dificuldade para empresas crescerem, pelos altos custos do transportes e baixa remuneração dos fretes: “O frete está muito barato, combustível muito caro e as estradas ruins. Combinação perfeita para empresa nenhuma crescer.  Mas felizmente temos vontade de trabalhar e acreditamos que o amanhã será melhor”.

Sobre as estradas da região de Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, Patriciah contou que algumas ficam intransitáveis em períodos de chuva. “Em alguns pontos quando chove aqui só com trator para o caminhão voltar a rodar. Absurdo!”

Clientes Mercedes-Benz, a empresa do Sr. Natalim está sofrendo com problemas relacionados à concessionária Mercedes-Benz de Campo Grande-MS, a Campo Grande Diesel. Na compra de um imponente Mercedes-Benz Actros 2646 6×4 em 2010, no valor de R$390 mil, logo nas primeiras viagens o veículo começou a apresentar problemas., sendo o principal o consumo de combustível em excesso.

Por três anos o problemas se arrasta, sem solução. Para ver a matéria completa, publicada no Blog do Caminhoneiro em 05/12/2013, CLIQUE AQUI.

Sobre o ocorrido, Patriciah diz: “Problema lamentável. Somos clientes há muitos anos. Não esperávamos que a Mercedes-Benz, uma marca tão conceituada, vende-se um caminhão defeituoso e tivesse funcionários tão despreparados. Além do caminhão defeituoso, compramos um caminhão e a concessionária nos entregou outro, o que constitui fraude. Mas o que mais chama a atenção é que antes da compra meus pais eram clientes “vips” da Mercedes-Benz. Todos os funcionários nos agradavam e agora que estamos com esse problema enorme ninguém aparece, ninguém quer saber.”

Ela também da uma dica para quem vai comprar um caminhão, para não passar pelo mesmo problema: “Um alerta para quem for comprar um caminhão, prestar muita atenção na idoneidade da empresa que vão realizar a compra. E para finalizar desejo que nenhum amigo da estrada passe por esta situação que estamos passando. Foi uma compra que só nos trouxe despesas e tristeza, infelizmente. Vamos agora esperar a decisão da justiça. Espero que o problema seja resolvido. Pois somos trabalhadores e desejamos receber o produto ao qual compramos em perfeitas condições de uso.”




9 comentários em “Entrevista com Patriciah Dal Moro, a mulher por trás da TransGaudério

  • 23/01/2014 em 13:03
    Permalink

    procuro serviço de motorista tenho experiencia com tanque , carga seca ,e grãos mas prefiro tanque no bitrem

  • 14/01/2014 em 20:13
    Permalink

    Patricia, li sua entrevista e quero te parabenizar pela disposição e dedicação no ramo do transporte. Uma dica: se puderprovar um Volvo FH não perca a oportunidade. Tudo de bom a voce, seu pai, seus funcionarios e muito sucesso.

  • 11/01/2014 em 05:31
    Permalink

    Meu PAI trabalhou tb nas estradas por 40 anos, epoca boa e no final c/ SCANIA, que é minha preferencia..

  • 10/01/2014 em 02:21
    Permalink

    Patriciah, boa sorte na peleja com a Mercedes, aqui nos trabalhamos com Scania a anos e não tenho nada a reclamar. quando tiver oportunidade da uma mudança de marca

  • 09/01/2014 em 21:01
    Permalink

    Patricia , acho que vc foi de azar, possuímos 03 Actros na frota com menor custo/km rodado que nossos Scanias e Volvos FH além de ser um caminhão muito confortável … O preferido pelos nossos motoristas.
    Abraço
    JB.

  • 09/01/2014 em 20:22
    Permalink

    Aqui no Japão trabalhei com um Mercedes-Benz Actros 2535 importado da Alemanha por um ano apenas. Muitos problemas com freios e câmbio. Não sei se esse câmbio automatizado está sendo bom aí no Brasil, mas aqui deixou muito a desejar. Segue aí um vídeo que o amigo Marcos Teneré da série Caminhão nos Estados Unidos gravou quando esteve por aqui… http://youtu.be/kMnjAJ_IKBw

  • 09/01/2014 em 17:54
    Permalink

    patriciah, experimente um volvo fh e nunca mais vai querer saber de outro caminhao.

Fechado para comentários.