A GANGUE DOS MOTOQUEIROS ASSALTANTES – Scania Streamline 6×4

por Blog do Caminhoneiro

STREAMLINE 2013

Uma gangue de motoqueiros
eram o terror do asfalto.
Interceptavam os caminhoneiros
e praticavam o assalto.

Os motoqueiros em certeiros botes.
abordavam caminhões de surpresa.
Pareciam uma matilha de coiotes
encurralando indefesa presa.

O carreteiro José Castilho
Scania Streamline dirigia.
Viajava com ele esposa e filho.
A quinze anos na estrada vivia.

O filho era chamado Luis.
A esposa chamava-se Vânia.
Via-se que na estrada era feliz.
Filho sonhava em dirigir o Scania.

O menino já dirigira caminhões
mesmo sem a habilitação.
Tirando eles carregados de plantações
mostrava para o trecho vocação.

Era mais uma daquelas viagens,
Ao volante do Scania V8, o Castilho
seguia admirando as paisagens.
Feliz por ter a seu lado esposa e filho.

Ao olhar no espelho
viu em seu retrovisor
motos, com seu bruto parelho.
Exigiu o máximo do motor.

Preveniu Vânia, sua esposa.
O filho Luis foi para trás.
José Castilho tal qual uma raposa
no Scania deu mais um gás.

As rápidas motocicletas,
chegaram em um segundo.
Roubar era a principal das metas.
Castilho já estava com o pé no fundo.

Ziguezagueando a sua frente
ou cercando-o pelas laterais.
Para Castilho fugir era premente
mas grupo era numeroso demais.

Não era do seu feitio
Judiar do seu caminhão
Mas em movimento sutil
Criou uma grande confusão.

Quebrada de asa ele fez.
Motocicletas foram ao chão.
Voltaram á carga por sua vez.
Dispararam contra seu caminhão.

Andando acima da velocidade
para fugir dos bandidos,
José Castilho na verdade
armara-se contra esses perigos.

Sabia que naquele trecho
estava sujeito a ação criminosa.
Tinha pela sua vida apreço.
Levava consigo arma valiosa.

Em seu nome, arma registrada.
Também fez curso de tiro.
Meio de defesa na estrada.
Teria talvez um respiro.

Motoqueiros entraram em ação.
Alguns que estavam na garupa
pularam no semi reboque então.
José Castilho atirou sem culpa.

Com a janela do bruto aberta
o revólver mostrou a que veio.
A um dos motoqueiros acerta.
No peito Castilho acertou em cheio.

Sobre o semi reboque andando,
os bandidos vindo para a cabina.
José Castilho ziguezagueando.
Lutaria com gangue assassina.

Os bandidos sobre a carreta
do reboque quase caem na pista.
José Castilho vendo a coisa preta
ação heróica então arrisca.

Chama seu filho Luis
e pede para assumir o volante.
Naquele apuro, o jovem feliz,
salta para frente em um instante.

Para confiar nele, pede a ela,
e o menino assume a boleia.
Castilho sai pela janela
Tirá-los de lá era a idéia.

Saiu pelo lado do passageiro
para não ser alvo dos criminosos.
Era inteligente o carreteiro.
Encararia homens perigosos.

Enquanto á carreta escalava,
viu criminosos vindo na direção.
Logo lá em cima se colocava.
Era uma delicada situação.

Quando os bandidos viram Castilho,
sacaram as armas em um instante.
O carreteiro foi mais rápido no gatilho.
Fez disparo preciso e fulminante.

O outro bandido conseguiu atirar
mas a carreta saiu do traçado.
Foi o suficiente para desviar
e o disparo saiu errado.

José Castilho se recompôs
e de bruços sobre a lona
em seu lugar, ao bandido pôs.
sua coragem veio á tona.

Outro bandido caiu
e o carreteiro repôs a munição.
Ao grupo de motoqueiros viu
fazendo rápida aproximação.

Os motoqueiros não o viram,
achando que ele estava na direção.
Disparos, á cabina atingiram.
José Castilho entrou em ação.

De seu lugar elevado
via aquelas figuras toscas.
Caiam a cada tiro disparado.
José os abatia como moscas.

Motos deslizavam no asfalto
arrancando faíscas com atrito.
Motoqueiros o viram no alto.
José Castilho achou estar frito.

Os motoqueiros concentraram
disparos em sua direção.
Mas nenhum dos tiros acertaram.
Era nele que prestavam atenção.

Balas riscavam a noite escura.
Tiros cruzavam-se em indo e vindo.
Os motoqueiros eram linha dura
mas José Castilho estava resistindo.

Quanto ao jovem Luis,
o rapaz parecia um veterano.
Não foi atingido por um triz.
Bala passou por ele raspando.

Metade daquela motorizada gangue
havia sido posta fora de combate.
Naquela rodovia, verdadeiro bang-bang.
Aproximou-se moto com engate.

Puxava uma carretinha
com um bandido posicionado.
Uma metralhadora lá tinha.
Vareio de balas foi disparado.

O reboque cheio de furos.
Cuspia balas a metralhadora.
Aquela família estava em apuros.
Dificuldade para gente trabalhadora.

José Castilho sobre o reboque
teria apenas uma chance.
No momento exato deu enfoque.
Tinha o atirador a seu alcance.

Mirou e fez o disparo
atingindo o motoqueiro.
Breve e fugidio claro
partiu de seu revólver, certeiro.

A motocicleta descontrolada
saiu da pista para o barranco
levando a carreta atrelada.
Fez-se brilho luminoso e branco.

Daquela motocicleta a explosão
assustou os outros bandidos.
Conseguiu distanciar o caminhão.
Por motoqueiros não eram mais seguidos.

José Castilho assumiu o comando
e parou no primeiro posto policial.
Tudo que ocorreu acabou contando.
Que enviasse viaturas àquele local.

O policial, de tudo tomou ciência.
Duas viaturas saíram rapidamente.
Iriam pela rodovia fazer diligência.
Encontrar os motoqueiros era urgente.

Após duas horas passadas
as viaturas fizeram regresso.
Motos destruídas foram encontradas.
Um dos motoqueiros presos, réu confesso.

Outros mortos por traumatismo
e também por balas atingidos.
Moto incendiada caíra em abismo.
Eram menos dez bandidos.

José Castilho ficou detido
para depoimento e averiguação.
Defender-se tinha conseguido.
Mas poderia ir para a prisão.

A polícia não fez seu trabalho
e o carreteiro agiu na própria defesa.
Não cometera ato falho.
Defendeu-se com firmeza.

Ligou para a transportadora
que enviou um advogado.
Na delegacia, família sofredora.
José Castilho acabou liberado.

Tirou o Scania do pátio.
e foi concluir a viagem.
Conversando pelo rádio
com companheiros de rodagem.

Alguns colegas da estrada
foram assaltados por motoqueiros.
Por eles, a polícia não fez nada.
Continuavam aterrorizar carreteiros.

José Castilho teve idéia no momento.
Carreteiros andariam em formação.
Em comboio com um distanciamento.
Cem metros entre um e outro caminhão.

Viajavam bem atentos,
e tinham mais segurança.
Todos levavam armamento.
Isso deu-lhes mais confiança.

A noite a Lua brilha
Brilham as luzes dos caminhões.
De motoqueiros uma matilha
Fazendo furtivas aproximações.

Em grupos estavam divididos
fazendo ataques planejados.
Carreteiros haviam percebido
Motos tinham se aproximado.

Motoqueiros como cães ferozes
atacando com agressividade.
Em suas motos possantes, velozes.
Causando uma temeridade.

Quando o ataque aconteceu,
os caminhoneiros preparados.
No semi-reboque apareceu
Grupo de homens armados.

Dentro das carretas escondidos
com armas de grosso calibre.
Caminhoneiros decididos
a deixarem o asfalto livre.

Três caminhões lado a lado
Fechavam das motos a passagem.
Quando viram-se emboscados
atacaram de modo selvagem.

Três caminhões a frente
e mais três caminhões atrás
Bloqueavam totalmente.
Os motoqueiros não agiriam mais.

Sem ter como fugir
pois a passagem estava obstruída
tentaram de alguma forma sair.
Mas não tinham nenhuma saída.

Vendo-se emboscados
e que eram em número menor
Sabiam que estavam acabados
e que iria ocorrer com eles o pior.

Os caminhões da frente pararam
e os de trás seguiram em frente.
Ao grupo de motoqueiros acuaram.
Aprisionaram toda aquela gente.

Vendo-se sem saída, cercados,
caminhoneiros armados até os dentes.
Os motoqueiros inconformados
entregaram-se finalmente.

O chefe da gangue tentou intimidar
dizendo que tinha amigos policiais.
Para Castilho não era de se duvidar.
Por algum tempo motoqueiros dariam paz.

Quando a polícia chegou no local
para dos bandidos fazer a prisão.
Carreteiros seguiriam viatura policial
Terem certeza se cumpririam a missão.

Grupo de quinze malfeitores
além de mortos e feridos,
vencidos por homens trabalhadores.
Batalha contra o crime tinham vencido.

Quem vê José Castilho no seu Scania,
esfrega os olhos por um instante.
Na boleia ás vezes estranha
vendo um rapaz sentado ao volante.

É o seu filho Luis na condução
dando uma folga ao seu pai.
Dirige com desenvoltura o caminhão.
Por qualquer caminho ele vai.

Texto de Roberto Dias Alvares

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