Transportadoras fantasmas assombram as estradas nos EUA

por Blog do Caminhoneiro

caminhao dos estados unidosHá apenas uma geração, o alvo dos ladrões de carga eram caminhões parados em estacionamentos e pontos de descanso. Hoje, graças ao amplo uso do GPS, de fechaduras de alta tecnologia e de outras medidas de segurança pelas empresas de transporte rodoviário, os criminosos estão adotando novos métodos.

Uma das novidades mais bem sucedidas é criar uma companhia de transportes fantasma. A CargoNet, empresa de segurança de frete, diz que esse tipo de fraude esteve presente em cerca de 10% de todos os roubos de carga nos últimos anos. Em 2014, o valor médio de carga perdida para um captador fantasma foi mais de US$ 140.000. Algumas estimativas colocam as perdas totais com roubos de carga em US$ 15 bilhões ou até mais. Outros dizem que o roubo acrescenta até 20% de custos dos bens de consumo.

Estes furtos são pouco conhecidos e raramente comentados fora do mundo dos transportes comerciais. As empresas que foram vítimas relutam em falar porque têm vergonha de dizer que não fizeram a devida avaliação das transportadoras e dos motoristas contratados. Além disso, a maioria dos estados não têm leis criminais separadas que cobrem roubo de carga.

Passar-se por uma empresa de transporte rodoviário existente não é muito difícil. A facilidade de falsificação fica provada na trajetória da dupla de assaltantes Jon e Kyle Dickerson, que são pai e filho. Ao longo de um período de 14 anos, eles se passaram por diversas empresas de transporte rodoviário: D&T Trucking, Night Line Trucking and Fish e várias outras. Quando uma companhia acumulava muitas violações de segurança ou ficava sob suspeita, eles simplesmente abriam uma nova empresa.

Outro método cada vez mais utilizado pelos ladrões é reativar uma empresa de caminhões extinta e seu respectivo número na Autoridade Interestadual de Operações do Departamento de Transportes (DOT) a partir de um site do governo. Essa operação custa muito pouco – algo como US$ 300. Usando credenciais falsificadas, os ladrões podem se passar por uma empresa que existe há muito tempo e que aparentemente tem um bom histórico.

Alem disso, há o sites tipo “loadboards”, como Dat.com e Truckstop.com, onde corretores listam cargas que necessitam de entrega. Embora o conteúdo dessas cargas não seja revelado, os ladrões podem identificar as que têm valor com base em detalhes como a exigência de altos valores-base para o seguro ou de uma equipe de motoristas, ou ainda a saída de locais específicos como corredores de tecnologia ou depósitos de alimentos e bebidas.

Embora os ladrões estejam interessados ​​em eletrônicos, esses itens são facilmente rastreáveis. Por isso, o maior alvo é o setor de alimentos e bebidas (cerca de 30% dos carregamentos fictícios), cujos produtos são fáceis de vender no mercado negro e difíceis de rastrear. Keith Lewis, vice-presidente de Operações da CargoNet, diz: “nunca vi um número de série em um pacote de frango e quando o frango é consumido, a prova se foi.”

Texto de Alexander McGinley, vice-presidente e gerente de subscrição para transportes terrestres dos EUA

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