Trator T4 chega à Expointer e surpreende por dimensões e tecnologias embarcadas




A New Holland Agriculture é líder mundial na comercialização e na produção de tratores de categoria “Specialty” (para segmentos especiais), e essa posição a marca pretende repetir no Brasil com o trator T4. O lançamento no mercado nacional, na 41ª Expointer, visa atender as demandas de produtores rurais cada vez mais exigentes e que necessitam de tratores com maior nível de tecnologia no que se refere a motores, transmissões e sistemas hidráulicos e que, ao mesmo tempo, possuam dimensões reduzidas que os permitam trabalhar em lavouras também mais adensadas.

Os tratores T4 são diferenciados por apresentarem largura total mínima e altura máxima reduzidas. Essas características são fundamentais e necessárias para otimizar o trabalho do agricultor que cultiva uva, café, frutas em geral ou mesmo o criador de aves e suínos nas granjas e barracões.

A linha T4 é formada por três famílias: V (vinhedo), F (fruteiro) e N (estreito). A principal diferença entre elas é a largura total mínima, sendo V, superestreito, ideal para vinícolas, com 1,06 m; N com 1,23 m; e F, 1,47 m. A mesma versatilidade pode também ser vista na altura máxima. No trator cabinado de 88 cv, por exemplo, ela chega a 2,17 m. Enquanto isso, na versão plataformada com o rops (arco de proteção) rebatido na posição horizontal, a altura máxima do solo ao ponto mais alto da estrutura do trator chega à apenas 1,30 m, possibilitando dessa forma o seu trabalho em culturas de baixa estatura.

“Cada vez mais, o adensamento das culturas, ou seja, as culturas serem plantadas em uma menor distância entre linhas, é uma realidade, já que o agricultor busca maiores patamares de produção e quantidade de plantas em uma área específica. Essa é uma tendência irreversível. Por isso, a necessidade no mercado de tratores cada vez mais estreitos”, explica Saulo Silva, gerente de Marketing de Produto de Tratores da New Holland Agriculture.

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Motorização

Todos os modelos têm motores turbinados, o que proporciona maior torque, melhor resposta e menor consumo de combustível. Para essa importação foram selecionados motores mecânicos, de menor custo de manutenção, com quatro cilindros e sistema FPT Industrial com nível de emissões nas categorias MAR-1/Tier 3. Há ainda uma ampla oferta de potências, de 65 cv a 105 cv, o que permite aos tratores New Holland da linha T4 estarem aptos a trabalhar com a diversidade de implementos agrícolas utilizada no ciclo de produção das culturas e existentes nas fazendas.

São cinco o número de modelos disponíveis: T4.65 (65 cv de potência nominal); T4.75 (78 cv); T4.85 (88 cv); T4.95 (97 cv); e T4.105 (106 cv). O modelo de 65 cv é produzido apenas para a família V, sendo as demais potências ofertadas nas famílias F, N e V, nas versões com ou sem cabine.

Para a Expointer, serão apresentados dois tratores das famílias V e F, ambos de 88 cv plataformados. Estará na feira também um T4030F cabinado, propriedade de Durval Fukuda, cliente New Holland de Minas Gerais que o utiliza na cafeicultura. A máquina está com 7.500 horas trabalhadas, cinco anos de uso e foi trazida diretamente da colheita para a feira, o que demonstra robustez e resistência do produto.

“Não existe no mercado brasileiro trator da concorrência com o mesmo nível de tecnologia que nós estamos trazendo com o T4”, reforça Saulo Silva ao destacar as duas opções de transmissão: 16×16 e 28×16.

Opcionais

Para trazer ao produtor brasileiro maior versatilidade e desempenho operacional em trabalho de campo, o T4 possui, como opcional, o sistema frontal de PTO e hidráulico de três pontos. Assim, o trator trabalha com dois implementos de forma simultânea, e o agricultor consegue aproveitar janelas de tempo mais curtas para realizar as operações. Outro benefício direto é o menor consumo de combustível operacional por hectare, explica o gerente da marca.

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As transmissões dos tratores T4 possuem escalonamento de marchas nas configurações 16×16 e 28×16, podendo ser de reversão mecânica (syncro shuttle) ou hidráulica (power shuttle). Na versão 28×16, está presente o opcional Creeper, o que possibilita o trator se locomover na lavoura em velocidades de deslocamento inferiores a 200 metros por hora. Essa característica é importante para operações agrícolas em que o implemento necessite de ser tracionado em menores velocidades de deslocamento de forma a realizar corretamente o seu trabalho. “Em se tratando de capacidade de trabalho com implementos, é importante também serem destacadas as elevadas vazões hidráulicas de 48 e de 64 litros por minuto e o número de válvulas remotas, até três, ofertadas em toda a linha T4, fundamentais para o acionamento de implementos de colheita e todos aqueles que queiram elevadas vazões hidráulicas”, complementa Silva.

Outro recurso opcional importante é o eixo dianteiro SuperSteer. Essa tecnologia aplicada ao eixo dianteiro oferece ao produtor o menor raio de giro da categoria e do mercado, 2,90 m, e possibilita que o trator efetue as manobras de cabeceira ao final das linhas de cultura sem um número excessivo de manobras. Desse modo, ao fim da linha, o trator torna-se capaz de efetuar o retorno em espaços reduzidos sem prejuízo à cultura, não necessitando manobrar para frente e para trás até se posicionar na linha seguinte de trabalho, sem perda de tempo, desgaste de componentes e consumo desnecessário de combustível.

O T4 é produzido na cidade de Jesi (leia-se Iesi), na Itália, mas está em estudo o projeto de fabricação no Brasil, na planta de Curitiba (PR).




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