Volvo comemora 25 anos do FH com edição limitada




Em novembro de 1993 desembarcavam no Brasil os primeiros caminhões Volvo FH12. Recém lançados na Europa, os caminhões eram importados da Suécia, e modificaram o conceito de caminhão no Brasil e no mundo. O Volvo FH foi o primeiro caminhão desenvolvido com foco no conforto do motorista. Tinha uma cabine espaçosa e confortável, e o projeto era ergonômico e muito avançado para sua época.

Quando a Volvo decidiu trazer o FH ao Brasil, ainda não se pensava em caminhões desse nível no país. Por isso a Volvo precisou atualizar seu time de vendas e pós-vendas, para atender uma demanda de serviços que ainda não existia. A Volvo capacitou seus concessionários, que passaram a vender no Brasil o primeiro caminhão com eletrônica embarcada. Hoje, 25 anos depois, o Volvo FH continua sendo referência no segmento de transportes.

O grande sucesso inicial do FH se deve ao seu sistema de injeção de combustível, que passou a ser eletrônico, deixando a bomba injetora de lado e reduzindo consideravelmente o consumo. Além disso, o modelo tinha uma manutenção reduzida, e mostrou que aquela tecnologia seria o futuro do transporte.

O Volvo FH passou a ser produzido no Brasil em 1998. Mais avançado tecnologicamente que o modelo lançado em 1993, o FH nacionalizado mantinha o design externo já consagrado da primeira geração. Porém, internamente, mudanças deixaram a cabine ainda mais confortável. O caminhão também passou a contar com uma barra de proteção no para-choque dianteiro, o “Front Underun Protection System” (FUPS), que evita que veículos menores entrem em baixo do caminhão em caso de acidente. O caminhão também foi o primeiro a ter air bags como itens opcionais.

Em 1999 o modelo ganhou um novo motor, mais tecnológico e econômico, com 380 e 420 cavalos e 12 litros. Nesse ano o modelo também passou a contar com um computador de bordo, com informações sobre o motor e o desempenho do veículo. Também nessa época o Volvo FH12 ganhou o Trip Manager, um dispositivo que permitia a conexão do caminhão aos computadores dos transportadores. Esses dados podiam ser usados para análises e treinamentos de motoristas.

Em 2003 outra revolução. Chegavam ao mercado os primeiros Volvo FH com câmbio I-Shift, que acoplado ao motor D12D, tinha ainda mais eficiência. A potência máxima passava a ser de 460 cavalos, e o caminhão recebeu um novo conjunto de faróis e novo interior. O I-Shift foi uma revolução na época que foi lançado, por ser um câmbio automatizado, sem pedal da embreagem, que proporcionava ainda mais conforto ao motorista, e gerava uma incomparável economia de combustível.

Em 2006 chegava a geração FH Total Performance. O Volvo NH, irmão do FH, deixava de ser produzido, e o FH ganhou um novo motor, de 13 litros, com até 520 cavalos. Logo, o Volvo FH passou a ser muito usado para tracionar composições como os bitrens, com 57 toneladas de PBT. Outra novidade era o novo Volvo Envine Brake, com 500 cavalos de potência, que aumentava a segurança do caminhão em declives.

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Em 2010 chegou o novo FH, com novo facelift, novos faróis, e interior mais confortável. O caminhão também trouxe diversas tecnologias, como o controle eletrônico de estabilidade, monitoramento de faixa de rodagem ,piloto automático inteligente, freios eletrônicos, sensor de ponto cego e até bafômetro.

Em 2012, o FH passava a contar com novo motor, o D13C, com tecnologia de emissões Euro 5. Também chegava ao mercado a versão de 540 cavalos. Nessa época, a transmissão I-Shift já respondia por 85% das vendas do modelo FH. Em 2013 a Volvo apresentou na Fenatran o FH16 750, já com a nova cabine, e chassi 8×4, que pode tracionar até 250 toneladas.

Em 2014, o Volvo FH da nova geração, lançado em 2012 na Europa, chegava ao Brasil. Foi uma atualização completa dos veículos, com mais tecnologia, conectividade e seguranção para o motorista. Em 2016, o câmbio I-Shift chegou a sua sexta geração, ainda mais inteligente e robusto. A sexta geração trouxe mais conforto e segurança ao motorista, e também um aumento da vida útil dos componentes. Além disso, com as evoluções de software, a velocidade média dos caminhões aumentou consideravelmente.

Em 2018, a Volvo comemora 25 anos do modelo FH, que teve mais de 1 milhão de unidades vendidas no mundo. Na América Latina foram mais de 130 mil unidades vendidas. No Brasil estão cerca de 100 mil dessas unidades. O caminhão 1 milhão foi produzido e entregue na Europa, para a empresa Gesuko.

“Temos caminhões Volvo desde 1976. Sempre soubemos que havíamos escolhido uma marca com visão de futuro”, afirma Marco Reinhard, proprietário e CEO da Gesuko, empresa que tem frota exclusiva Volvo e adquiriu a unidade 1 milhão do FH. “Acompanhamos o desenvolvimento contínuo e o sucesso deste modelo Volvo. Não me refiro apenas aos motores e transmissão de elevado desempenho, que nos trazem alta rentabilidade. Falo também da segurança e dirigibilidade para o motorista, fatores que sempre nos impressionaram”, afirma Reinhard. A Gesuko faz transportes refrigerados e fica na cidade de Bad Hersfeld, a 200 km de Hanover, Alemanha.

Série especial

Para celebrar os 25 anos do Volvo FH, a montadora produziu uma série especial do modelo, com apenas 25 unidades produzidas. O FH 25 Anos comemora o sucesso do caminhão nesses 25 anos de existência. 25 empresas de várias regiões do Brasil adquiriram o modelo. Elas construíram suas histórias com o Volvo FH presente desde sua primeira geração.

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“O Brasil foi um dos primeiros mercados fora da Europa a comercializar o FH. Sempre moderno, o caminhão revolucionou nosso mercado de transportes, trazendo para cá tecnologias que até hoje surpreendem”, afirma Bernardo Fedalto, diretor comercial de caminhões da Volvo no país.

No Brasil, o Volvo FH 25 anos foi produzido apenas na cor Vermelho Perolizado. Na Europa, além do vermlho, estava disponível também na cor prata. O vermelho faz referência aos primeiros Volvo FH importados para o Brasil.

Por fora, o caminhão traz defletores laterais e de teto, além de saias laterais no chassi. Além do visual marcante, esses itens propiciam grande economia de combustível. Além da cor, o caminhão tem faixas nas laterais que formam o número 25, nas cores prata, cinza e laranja, com efeitos 3D.

O interior recebeu detalhes na cor laranja, como nos pegadores, cintos de segurança, cortinas, tapetes e adesivos nas portas. Os bandos mesclam tecido e couro, e são muito bonitos e confortáveis. O volante, também em couro, tem costura laranja. No painel foi colocada uma central multimídia, com tela touch de sete polegadas, com câmera de ré. No teto presente uma “escotilha”, com acionamento elétrico. Sob a cama está uma geladeira.

O FH 25 Anos também traz itens de segurança. “A Série 25 anos tem controle eletrônico de estabilidade, sensor de mudança de faixa, sensor de ponto cego, piloto automático inteligente (anticolisão), sensor de chuva, freios eletrônicos a disco além, é claro, de airbag e freios ABS, nos quais o FH foi pioneiro no mercado nacional”, declara Ricardo Tomasi, engenheiro de vendas da Volvo.

Na parte mecânica, a série 25 anos está disponível nas versões 6×2, com motor de 460 cavalos de potência e torque de 2300 Nm e 6×4, ou com motor de 540 cavalos de potência e torque de 2600 Nm.




Um comentário em “Volvo comemora 25 anos do FH com edição limitada

  • 24/11/2018 em 15:35
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    O Bolsonaro deveria mandar alterar essa maldita lei da balança para podermos comercializar caminhões americanos como também fazem os países vizinhos ao nosso!
    Além disso, Austrália, Nova Zelândia e até a Rússia (esta última faz importações) podem ter caminhões com capô e cabines grandes nas estradas, e mesmo a China tem dezenas de modelos tipo ‘torpedo’ sendo vendidos em seu grande mercado!
    Problema de quem não gosta desse tipo de caminhão, seria só não comprar, mas se eu conseguir um dia vou fugir dessa tendência que os frotistas bundinhas de seda ditaram para as montadoras seguirem, muitos desses empresários NUNCA viajaram na boléia de um caminhão para entender a diferença que um capô faz para melhorar a segurança, aerodinâmica, conforto na cabine e praticidade de acesso ao motor.
    Hoje tenho um Mercedes 1313 ‘cara de gato’, pretendo trocar por um Atron 1319 ou 2324, este último vou tentar ‘envenenar’ colocando motor mais potente, câmbio automatizado e diferencial mais robusto.
    Até na Europa o pessoal já pode ter seu caminhão torpedo através da alteração de sua frente, Vlastuin Truckopbow, Charles Feijts Groep e A&M Commercials são empresas que fazem esse serviço, Brasil é uma mherda atrasada, mas pelo menos eu conseguirei fugir dessa tendência de mercado que não inclui a opinião do caminhoneiro!

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