Falta de caminhoneiros irá afetar lucro de corporações

O consumo de bens e serviços no mundo não para de aumentar. E o lucro das grandes corporações não para de subir. Mas, de acordo com a Heineken, esses ganhos podem ser reduzidos por causa da falta de caminhoneiros.

Na maioria dos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá, Japão, e também na Europa, o problema da escassez de mão-de-obra no setor de transportes já é realidade. Para preencher todas as vagas em aberto pelo mundo, seriam necessários várias centenas de milhares de caminhoneiros.

Na última semana, a cervejaria holandesa Heineken apresentou seu balanço do ano de 2018, apontando um lucro de US$ 2,15 bilhões, com crescimento nas vendas de 7,7%. Mas o faturamento poderia ser melhor se a cerveja produzida pelo grupo chegasse mais facilmente aos consumidores.

A Heineken, que no Brasil é dona das marcas Schin, Baden Baden, Heineken e Eisenbahn, disse em entrevista ao jornal holandez Financieele Dagblad, que a falta de motoristas é um dos principais problemas que serão enfrentados pelas empresas. “Devido ao rápido crescimento do e-commerce, há uma escassez angustiante de motoristas em alguns países”, disse Jean-François Van Boxmeer, em entrevista.

O presidente da Heineken International, o belga Jean-François Van Boxmeer, citou, além da falta de motoristas profissionais, o aumento do valor das commodities, que será de cerca de 5% neste ano. O aumento mais sentido pela empresa será na cevada e no alumínio, duas das matérias primas mais importantes para fabricação e envazamento da cerveja.

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Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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