Produção do Mercedes-Benz Atron 1635 deve ser encerrada em 2020




Último caminhão bicudo ainda produzido no Brasil, o Atron 1635 da Mercedes-Benz deve ser descontinuado no segundo semestre de 2020. A série Atron teve o fim de sua produção anunciada em 2016.

Na época, o modelo Atron 2324 ganhou uma série especial composta por 60 unidades para declarar o fim do modelo, e, posteriormente, a Mercedes-Benz anunciou que a produção do cavalo-mecânico Atron 1635 continuaria.

O caminhão é equipado com motor OM 457 LA, de 12 litros, 345 cv e 1.450 Nm de torque, com CMT de 50 toneladas. Equipado com câmbio manual ZF 16S-1650 e eixo traseiro HL7, ficou conhecido pela robustez, baixo custo de manutenção e conforto da cabine.

De acordo com Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing da Mercedes-Benz, em entrevista durante a Fenatran, o modelo já não consegue receber novas tecnologias, e continua em linha de produção por uma demanda muito específica, principalmente do transporte de minérios de Minas Gerais.

“O Atron 1635 é um produto com projeto antigo, que não consegue receber certas tecnologias. É um produto que a gente tem porque um segmento específico, os caçambeiros de Minas Gerais, adoram o caminhão, idolatram o caminhão, e a produção do modelo foi prolongada em função do que a gente escutou deles. Mas em algum momento ele vai acabar”, disse o executivo.

Como já chegou no limite de desenvolvimento, o caminhão também não vai receber mais investimentos, que poderiam esticar ainda mais a vida do Atron. O Atron 1635 é derivado do Mercedes-Benz LS-1935, que começou a ser produzido no início da década de 1990.

Neste ano, entre janeiro e setembro, a Mercedes-Benz vendeu 510 unidades do Atron 1635.





13 comentários em “Produção do Mercedes-Benz Atron 1635 deve ser encerrada em 2020

  • 03/11/2019 em 14:56
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    Gente é um absurdo ! Esse tal deputado não tem nem o ensino médio completo e quer lesgislar em cima da nossa categoria, sem aos menos conhecer 1/10 de nossas dificuldades !

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  • 03/11/2019 em 14:27
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    Daniel , Maringá Paraná 03/11 2.019., deveria cobrar das praças de pedágio ter obrigação de apoiarem os caminhoneiros, no mínimo 250 vagas com toda infla estrutura, posto combustível mais barato,oficinas, banheiro, restaurantes academias, psicólogo saúde, porque só cobrar do caminhoneiros, e eles não dá retorno a quem paga pra ter e não têm, não são cobrado porque será.

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  • 03/11/2019 em 10:59
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    O negócio agora eh incorporar tecnologias descartáveis e caras pra aumentar o valor do caminhão, tipo painel de tablet, kit multimídia e aquele tanto de sensores desnecessários.
    Um caminhão bom e barato, durável e de manutenção barata não compensa para o fabricante que quer eh vender peças descartáveis e caríssimas.
    A 1935 primeiro, com o farol quadrado e aquele painel ainda me enche os olhos.

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  • 03/11/2019 em 01:04
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    A Mercedes poderia pegar a tecnologia dos caminhões americano que o grupo tem lá nos EUA poxa e aperfeiçoar aqui no Brasil poxa da para fazer isso pessoal vocês sabem que dá? Vou lá Obrigado pensem nisso com carinho ok os bicudos não podem acabar

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    • 03/11/2019 em 07:57
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      É possível adaptar as plataformas do Actros e do Axor. Com base nelas pode-se desenhar dois bicudos novos, por exemplo, sem falar nas outras marcas.

      Com bons designers e outros profissionais qualificados, podem sair caminhões espetaculares como o DAF XT 460 holandês que a construtora A. Jansen In Son fez baseado no XF, ou o Scania S700 T da francesa Brevet Carrosserie.

      Aqui temos empresas altamente qualificadas também, como a Charada Truck que meses atrás montou um Volvo NH Euro 3 520 cv para uma empresa em São Paulo. O caminhão ficou maravilhoso.

      Aqui temos capacidade de sobra para isso. É só tomarmos iniciativa e mostrarmos para esses bundhinhas de seda donos das montadoras que nem todos gostam de caixotes sobre todas!

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    • 03/11/2019 em 08:00
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      É possível termos nossos próprios bicudos novos.
      Basta contratar serviços qualificados para montarem caminhões com designs novos.
      Isso acontece na Europa e aqui temos capacidade sobrando pra isso.

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  • 02/11/2019 em 20:03
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    Que pena, caminhão bom robusto e barato.

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    • 03/11/2019 em 03:17
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      Pois é amigo, seu comentário diz tudo sobre esse modelo, por isso eles querem deixar de produzir!
      Bom, cacetero, e manutenção barata.

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  • 02/11/2019 em 16:46
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    É pessoal, nós que gostamos do bicudo vamos ter que fazer adaptação de cabine como os europeus fazem hoje.

    Lá no Velho Continente têm empresas que modificam cabines, adicionando os capôs feitos seguindo as linhas aerodinâmicas do resto da cabine.

    Joguem no Google: Vlastuin Truckopbouw, Charles Feijts Groep, A&M Commercials e Brevet Carrosserie.

    Não vou ir na onda desses bundinhas de seda que passam o dia nos escritórios e não sabem como é desconfortável viajar dias numa cabine apertada e que pula pra caramba no asfalto ruim, além da maioria dos frontais não segurarem um impacto frontal violento que mesmo em velocidades de 60 km/h podem matar o motorista porque ele é que serve de para choque nesses casos. Cabine bicuda não tem igual, muito mais segura, aerodinâmica e confortável, quase todos os países das Américas usam, só o Brasil chupa rhoula de europeu é que tem essa frescura de suprimir o tamanho da cabine, porém até na Europa é permitido contratar uma empresa para alterar a cabine para um design tradicional semi avançado! Se aqui têm leis como a Europa então estou livre pra fazer o mesmo se quiser!

    Apenas 3 linhas de frontais passariam com nota razoável num crash test hoje, mas são todos da Volvo e são muito mais caros que as outras marcas, FH, FM e FMX. O VM seria reprovado por que não é nada reforçado se comparado aos pesados dessa marca, então só nos resta modificar esses designs!

    Quem não gostar de bicudo, favor, NEM POSTE NADA AQUI que não vou dar importância. Gosto não se discute.

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    • 03/11/2019 em 13:19
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      Concordo com você; gosto não se discute! Eu já tive vários bicudos e detesto ter de trabalhar com um! Perco no minimo 1 metro de implemento e a manobrabilidade é péssima!
      Nada contra quem gosta!

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      • 03/11/2019 em 13:34
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        Como é que hoje vejo nas estradas carretas frontais com implementos que não tem quase nenhuma diferença de tamanho do que na época que tínhamos mais bicudos rodando por aí? Não me venha com essa de que perde muito no tamanho por que não temos Road Trains rodando aqui como na Austrália. Além disso o governo está facilitando a concessão de AETs para enormes composições com 30 metros de comprimento, a burocracia está caindo.

        Você é só mais um João vai com os outros que não concorda com a opinião dos outros!

    • 03/11/2019 em 14:19
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      Correção: Ze Cueca é um João vai com os outros que não respeita opiniões diferentes.

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  • 02/11/2019 em 12:41
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    Quem foi feliz, foi, quem não foi, fica pra próxima…

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