Tensão em países sul-americanos afeta comércio exterior

por Blog do Caminhoneiro

Cenário político e econômico do Chile, Bolívia, Argentina e outros vizinhos brasileiros resulta em quedas nas exportações. De acordo com dados do Mercosul, em comparação a 2018, houve uma queda de 23% na exportação para países da América do Sul, enquanto nas importações a queda foi de cerca de 7%.

O diretor comercial do Grupo Casco, Kleber Fontes, que atua no segmento de logística e comércio exterior, explica como as exportadoras brasileiras têm lidado com a situação. “Temos orientado os importadores e exportadores a segurar as operações cambiais e logísticas até que a situação se normalize. Há muitas cargas paradas nas aduanas gerando armazenagem e diárias desnecessárias além de câmbios não recebidos ou transferidos diante destas instabilidades”, conta Fontes.

Crise econômica e humanitária na Venezuela, crise financeira na Argentina, crise política e fechamento das fronteiras da Bolívia, além de conflitos nos países do sul-americanos e outros parceiros comerciais (EUA e China), têm influência direta na economia brasileira. A previsão do Ministério da Economia é que a balança comercial feche 2019 com superávit em US$ 41,8 bilhões, 28% menor que 2018.

O caso mais recente do fechamento da principal fronteira de comércio entre a Bolívia e o Brasil afetou diretamente a rotina das exportadoras por causa da paralização do trânsito de mercadorias. “A Bolívia é um dos principais parceiros comerciais brasileiros quando se trata de negócios entre países fronteiriços e é muito dependente de produtos do nosso país”, afirma o diretor comercial do Grupo Casco.

Ele explica que essa relação se deve à quantidade de indústrias no Brasil, com uma grande variedade de produtos para os compradores bolivianos, além da logística rodoviária de fácil acesso.

Mas a Bolívia não é o único vizinho que tem afetado o mercado brasileiro. A Argentina, que vem lutando para se recuperar das crises internas, tem impactado profundamente o mercado automotivo nos últimos anos. Só esse ano, o comércio de veículos entre os dois países caiu cerca de 53%, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), desestabilizando o segmento. “Aos exportadores brasileiros, cabe aguardar até que se regularize essas situações para que retorne aos negócios entre esses países”, conclui Fontes.

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