A empresa usa um sistema de dois motoristas, que, enquanto um descansa, outro dirige, mantendo o caminhão praticamente 24 horas por dia em movimento.
Para atrair os motoristas para esse tipo de operação, a empresa oferece um bônus inicial de US$ 5 mil para seu motoristas que trabalham sozinhos. Motoristas novos que entrem diretamente para a operação em duplas podem receber bônus de até US$ 10 mil.
Mesmo com os altos salários, um dos maiores do país, a empresa não tem conseguido encontrar candidatos às vagas. O momento é mais delicado por conta do aumento das vendas do e-commerce no final do ano, com a aproximação da Black Friday e do Natal.
Além da Schneider National, outras dezenas de empresas tem adotado práticas semelhantes, o que faz com que os motoristas fiquem trocando de empresa, à medida que salários melhores são oferecidos.
Essa rotatividade tem sido um dos piores problemas, junto com a saída de milhares de caminhoneiros do setor. Todos os anos, muitos motoristas se aposentam e deixam as estradas, e não são substituídos por novatos, já que a profissão não é considerada interessante pelos jovens.
Apesar dos altos salários, se comparado com a realidade brasileira, para os norte-americanos, o valor é mais baixo que o oferecido por outras profissões, além das dificuldades impostas pelas estradas, como tempo fora de casa, falta de estrutura para os motoristas e excesso de regulamentações para os caminhoneiros.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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