Produção de caminhões cresce quase 38% em fevereiro

No comparativo com fevereiro de 2020, também foi registrado crescimento. No segundo mês do ano passado, foram produzidos 9.131 unidades, 29,3% menos que neste ano.
No acumulado de 2021 são registradas 20.365 unidades produzidas, 24,9% mais que as 16.300 do mesmo período do ano passado.
O segmento de caminhões foi o único que registrou alta na produção. Os outros, automóveis, motos e etc. tiveram baixa, já que, apesar de todos os esforços logísticos feitos pelas montadoras, a produção de veículos ainda não retomou aos níveis de antes da pandemia.
No total, fevereiro teve 197 mil unidades produzidas, 3,5% a menos do que no mesmo mês do ano passado e 1,3% abaixo de janeiro. Desde a crise de 2016 não havia um número tão baixo para o mês. O acumulado de 396,7 mil do bimestre é 0,2% maior que o de 2020, mas isso se deve à suspensão das férias coletivas em janeiro deste ano por parte de várias empresas.
“Muitas das nossas montadoras trabalharam até durante o Carnaval para tentar recompor os baixos estoques e compensar alguns atrasos e paradas por falta de insumos, mas ainda há muita dificuldade de retomar o ritmo normal de funcionamento das fábricas”, explicou o Presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.
Futuro incerto
Para o Presidente da Anfavea, o primeiro bimestre não serve de termômetro para o desempenho do ano pois é geralmente o que tem menor ritmo de negócios, mas apresenta alguns elementos que aumentam a preocupação do setor automotivo.
“Temos duas crises se agravando. A sanitária é a que mais preocupa, pois vem ceifando cada vez mais vidas de brasileiros. A crise conjuntural, consequência da primeira, vem desorganizando toda a cadeia global de fornecimento e provocando gargalos e paradas cada vez maiores nas fábricas. A tudo isso se soma a fragilidade estrutural do ambiente de negócios no Brasil, que reduz nossa competitividade em nível internacional, e que não vem sendo devidamente atacada pelas várias esferas do poder público. Tudo isso gera um horizonte absolutamente nebuloso para o planejamento estratégico das empresas, e isso vale para todos os setores da economia”, alerta Luiz Carlos Moraes.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
