Produção de caminhões cresce quase 38% em fevereiro

por Blog do Caminhoneiro

Dados divulgados pela Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, mostram que a produção de caminhões nas fábricas brasileiras atingiu 11.805 unidades em fevereiro, com crescimento de 37,9% no comparativo com janeiro, quando saíram das linhas de montagem 8.560 unidades.

No comparativo com fevereiro de 2020, também foi registrado crescimento. No segundo mês do ano passado, foram produzidos 9.131 unidades, 29,3% menos que neste ano.

No acumulado de 2021 são registradas 20.365 unidades produzidas, 24,9% mais que as 16.300 do mesmo período do ano passado.

O segmento de caminhões foi o único que registrou alta na produção. Os outros, automóveis, motos e etc. tiveram baixa, já que, apesar de todos os esforços logísticos feitos pelas montadoras, a produção de veículos ainda não retomou aos níveis de antes da pandemia.

No total, fevereiro teve 197 mil unidades produzidas, 3,5% a menos do que no mesmo mês do ano passado e 1,3% abaixo de janeiro. Desde a crise de 2016 não havia um número tão baixo para o mês. O acumulado de 396,7 mil do bimestre é 0,2% maior que o de 2020, mas isso se deve à suspensão das férias coletivas em janeiro deste ano por parte de várias empresas.

“Muitas das nossas montadoras trabalharam até durante o Carnaval para tentar recompor os baixos estoques e compensar alguns atrasos e paradas por falta de insumos, mas ainda há muita dificuldade de retomar o ritmo normal de funcionamento das fábricas”, explicou o Presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

Futuro incerto

Para o Presidente da Anfavea, o primeiro bimestre não serve de termômetro para o desempenho do ano pois é geralmente o que tem menor ritmo de negócios, mas apresenta alguns elementos que aumentam a preocupação do setor automotivo.

“Temos duas crises se agravando. A sanitária é a que mais preocupa, pois vem ceifando cada vez mais vidas de brasileiros. A crise conjuntural, consequência da primeira, vem desorganizando toda a cadeia global de fornecimento e provocando gargalos e paradas cada vez maiores nas fábricas. A tudo isso se soma a fragilidade estrutural do ambiente de negócios no Brasil, que reduz nossa competitividade em nível internacional, e que não vem sendo devidamente atacada pelas várias esferas do poder público. Tudo isso gera um horizonte absolutamente nebuloso para o planejamento estratégico das empresas, e isso vale para todos os setores da economia”, alerta Luiz Carlos Moraes.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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