Pneus inteligentes da Dunlop conseguem gerar energia elétrica

por Blog do Caminhoneiro

O Grupo Sumitomo Rubber, dono da marca Dunlop, e a Universidade de Kansai, do Japão, conseguiram criar um sistema de geração de energia elétrica a partir da rotação dos pneus. O estudo foi conduzido pelo professor Hiroshi Tani, da universidade. O sistema consiste na instalação de um coletor de energia estática, que fornece energia a um sensor, para informar o motorista sobre as condições do pneu.

O sistema ingrado desenvolvido usa a eletricidade gerada pelo coletor de energia para carregar um circuito de controle de força, que por sua vez ativa e fornece energia para um sensor externo. Rodando a 50 km/h, um pneu gera cerca de 800 μW (microwatts) de potência, força suficiente para ativar um sensor externo e alcançar uma transmissão contínua.

Esse desenvolvimento faz parte de um grande esforço da Grupo Sumitomo Rubber no desenvolvimento de soluções de Pneus Inteligentes, um conceito visionário para o desenvolvimento de novas tecnologias para pneus e serviços periféricos, através do qual pretende responder melhor às necessidades de CASE (Conectado/Autônomo/Compartilhado/Elétrico), MaaS (Mobilildade como um Serviço) e outras inovações importantes que já estão transformando a indústria automotiva.

Uma das principais chaves do “Conceito de Pneu Inteligente” são os esforços contínuos do Grupo para fornecer serviços de soluções que efetivamente transformam pneus em sensores (ou seja, a Tecnologia Sensing Core, tecnologia própria do Grupo). Porém, a vida limitada da bateria do sensor tem sido um dos maiores obstáculos para tornar a tecnologia de sensor dos pneus uma realidade.

Oferecendo uma solução efetiva para superar esse obstáculo, a Tecnologia de Geração de Força Interna dos Pneus representa um grande passo em direção ao alcance de aplicações práticas para a Tecnologia Sensing Core.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

 

1 comentário

Vinícius 22/06/2021 - 12:29

“Porém, a vida limitada da bateria do sensor tem sido um dos maiores obstáculos para tornar a tecnologia do sensor dos pneus uma realidade”.

Novamente a bateria se mostra um problema, como sempre foi. Comparada aos motores, que duram mais de 20 anos (quando bem cuidados!), as baterias duram no máximo 6 anos, em média 5 anos, e seu descarte gera um impacto ambiental bem pior que um veículo com motor.

E não me canso de repetir que a extração do lítio polui de modo irreversível o solo e os mananciais da água que precisamos, água essa que está cada vez mais escassa! E os bandidos, travestidos de “ecologistas” que nunca serão, aplaudem essa barbaridade!

Existem outras soluções para não poluir, ter veículos econômicos, duráveis e ecologicamente corretos sem precisar de mais baterias. Será que já não basta o que tem de celulares, notebooks, tablets e ferramentas elétricas que usam essas baterias contaminando os lixões com as baterias usadas? Gente, pelo Amor de Deus, vamos investir em outros métodos e soluções para mobilidade sustentável, o caminho certo não é esse!

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