Paraná ficará sem cobrança de pedágio no final deste ano

por Blog do Caminhoneiro

Com o final do modelo atual de concessões de rodovias no Paraná e término dos contratos em vigor, em 27 de novembro, o estado deverá ficar sem cobrança de pedágio por alguns meses.

O novo modelo de concessões tem uma previsão de tarifas de pedágio 50% menores que as atuais, com expectativa de valores ainda menores na disputa pelas novas concessões. O cálculo foi elaborado em conjunto entre o Governo do Estado e a União.

Essa é a expectativa do secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

“Tenho convicção de que haverá uma grande diminuição já que não vai existir limite de desconto. Vai vencer a empresa que oferecer o maior porcentual”, disse ele, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (5), no Palácio Iguaçu.

A nova concessão dividida inicialmente em seis lotes, vai a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) nos primeiros meses de 2022, após avaliação técnica do Tribunal de Contas da União (TCU).

“A tarifa média atual das tarifas é de R$ 16,30. Valor que cai para R$ 11,30 imediatamente, ao começar o leilão na Bolsa de Valores. Com a disputa das empresas pelos lotes, a tendência é de reduzir ainda mais, alcançando entre 45% e 50%, já que vencerá a concessão aquela que ofertar o maior desconto”, afirmou.

Sandro Alex deu o exemplo da praça de Jataizinho, na Região Norte, próximo a Londrina. O pedágio mais caro do Paraná tem atualmente tarifa de R$ 24,60. Valor que cai imediatamente para R$ 11,89, como preço base para o início da disputa. A oferta de um desconto de 25%, por exemplo, derrubaria o custo para o usuário para R$ 8,91.

“Isso sem contar o desconto fixo de 5% para quem optar pelo pagamento por tag e mais uma fatia para quem é usuário frequente”, explicou o secretário.

A nova proposta, desenvolvida por técnicos dos governos estadual e federal prevê o modelo de menor tarifa, sem limite de desconto e com garantia de obras a partir de um seguro-usuário – aporte financeiro para garantir a execução do contrato. O valor do seguro é proporcional ao porcentual de desconto concedido à tarifa.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro | Com informações da AEN

1 comentário

josiel 25/08/2021 - 18:05

O problema sempre esta nos reajuste , para eles sempre acima da inflação , ou total reposição dela, sendo assim logo ultrapassa o valor atual, e ai que esta o problema , das concessão

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