Relembre a (curta) trajetória da Sinotruk no Brasil

Apesar do início da operação da empresa ser de 2010, com a criação da empresa Elecsonic, os registros da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), mostram que as primeiras unidades chegaram ao país em 2008. Abaixo você poderá ver a tabela completa de vendas dos modelos Sinotruk desde 2008 até hoje.
| VENDAS SINOTRUK | ||
| ANO | NÚMERO DE UNIDADES VENDIDAS | COLOCAÇÃO NO MERCADO |
| 2008 | 2 | 13º |
| 2009 | 201 | 8º |
| 2010 | 881 | 7º |
| 2011 | 678 | 7º |
| 2012 | 285 | 12º |
| 2013 | 195 | 12º |
| 2014 | 80 | 12º |
| 2015 | 180 | 10º |
| 2016 | 180 | 10º |
| 2017 | 13 | 12º |
| 2018 | 4 | 16º |
| 2019 | 0 | |
| 2020 | 2 | 17º |
| 2021 | 1 | 17º |
| Total | 2702 | |
Em 2010, a Elecsonic foi fundada na cidade de Campina Grande do Sul, próximo à Curitiba, no Paraná, dando inicio à importação oficial da marca, com a comercialização dos modelos Sinotruk Howo 380, que eram oferecidos com tração 6×2 e 6×4, visando operações rodoviárias.


No mês de julho de 2012, mais uma novidade da Sinotruk para o mercado nacional. Foram lançados em um grande evento os modelos A7, com uma cabine mais confortável, novas opções de motores e que serviriam para a consolidação da marca no país.

Os novos A7 tinham potências de 380, 420 e 460 cavalos de potência, com versões 4×2, 6×2 e 6×4, além da caixa de câmbio automatizada como item de série. Esses novos modelos contavam com freios com ABS/ASR, EBL e monitor de pressão dos pneus, suspensão a ar na cabine, além de vidros elétricos, ar-condicionado digital, espelhos elétricos e suspensão a ar com ajustes, como itens de série.
Avaliados, na época, entre R$ 270 mil na versão 4×2 a R$ 340 mil na versão 6×4, tinham previsão de venda de 2 mil unidades junto com os modelos Howo, já como modelos Euro 5.

Uma das saídas tentadas pela marca foi a compra da linha de montagem da Navistar International, em Canoas, no Rio Grande do Sul, mas também não deu certo, por desistência dos investidores chineses da Sinotruk.

No começo de 2017, o terreno que seria da Sinotruk, em Lages-SC, foi transformado em um condomínio industrial pela prefeitura da cidade, e a construção da fábrica da montadora foi transferida para o Paraguai. No país, a marca é representada pelo Grupo Timbo, que também trabalha com outras marcas de caminhões, ônibus e implementos rodoviários, inclusive modelos brasileiros importados.

Assim como outras marcas que vieram ao Brasil e desistiram posteriormente do negócio, faltou uma preparação mais eficiente para enfrentar os altos e baixos do mercado nacional. Entre 2008 e 2011, várias marcas tentaram a sorte por aqui, seduzidas pelas vendas de caminhões em alta, subsidiadas pelo BNDES, por meio do Finame, que inflaram, de uma forma artificial, os resultados no país. Ou seja, como diz o ditado, o Brasil não é para amadores…. Precisa ter preparo!
Duas curiosidades

Na China, a CNHTC, dona da Sinotruk, é a terceira marca que mais vende, com mais de 191 mil unidades emplacadas, acima de 14 toneladas, no primeiro semestre deste ano.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

Fecharam as portas, se escafederam e deixaram os proprietários com os micos nas mãos sem assistência, sem apoio e sem peças de reposição. E o governo brasileiro assistindo de camarote…Uma vergonha.