Scania R 770 8×4 reboca composição de 12 eixos, 34 metros e 98 toneladas de PBTC na Europa

por Blog do Caminhoneiro

Na Europa, um Scania R 770 engatado em dois reboques é o maior caminhão autorizado a circular em vias públicas. O gigante faz o transporte de lascas de madeira, entre um terminal ferroviário e uma usina em Södertälje, na Suécia, e tem 34 metros de comprimento, 12 eixos, com tração 8×4, e 98 toneladas de Peso Bruto Total Combinado.

Com um sistema de basculamento lateral, o caminhão foi adquirido pela empresa Foria, e é usado no transporte de materiais para o fornecedor de energia local na região de Estocolmo, a Söderenergi. Em 2013, as duas empresas iniciaram um projeto para reduzir as emissões de CO2.

A Scania foi convidada a fazer parte do projeto como fornecedora de veículos com alta capacidade para o transporte de cargas. Em conjunto, as empresas projetaram essa composição, e seu uso está sendo documentado cientificamente pelo Skogforsk, que é o órgão central de pesquisa para o setor florestal sueco.

“Para desenvolver constantemente transportes eficientes e ecológicos, é necessário estar na vanguarda e fortalecer nosso perfil de sustentabilidade”, afirma Olle Ankarling, Gerente de Logística da Söderenergi.

Crescimento

Inicialmente, o projeto teve autorização para operar exclusivamente caminhões com sete eixos, com 24 metros de comprimento, e peso máximo total de 60 toneladas. No ano de 2014, o projeto avançou um pouco, para um modelo de 25,25 metros, com 9 eixos e 74 toneladas, que era rebocado por um Scania R 730.

Essa mudança já havia levado à uma melhoria de 30% na capacidade de transporte, com redução no consumo de 10%. Além disso, o caminhão também estava rodando com combustíveis FAME (Ésteres Metílicos de Ácidos Graxos) e posteriormente com HVO (óleo vegetal hidratado), garantindo redução de emissões excelentes. Mas a meta era chegar aos 98% de redução das emissões.

No começo do ano passado, como o projeto anterior foi realizado com sucesso, sem acidentes ou incidentes, o governo sueco autorizou a rodagem experimental com um gigante, de 34 metros e 98 toneladas.

A nova composição recebeu mais uma carreta, engatada no meio da composição anterior, totalizando 12 eixos, mantendo o Scania R 730 na frente.

Novo caminhão

Neste ano, um novo Scania R 770 foi entregue para as empresas. Com o novo modelo, a potência aumentou e o consumo de combustível foi reduzido, graças ao novo motor V8. O proprietário do caminhão é Owe Lindkvist, que é subcontratado da Foria, que está executando a rota diária de transporte de lascas de madeira através do tráfego às vezes denso. Ele está realmente entusiasmado com o novo caminhão.

“O novo caminhão roda incrivelmente suave! Não fico impressionado facilmente, mas desta vez os engenheiros da Scania merecem um verdadeiro tapinha nas costas. É tão potente, mais estável, com melhor tração e a dirigibilidade é incrível”, disse o motorista.

Cientificamente testado

Embora este seja um estudo de rota única na Suécia, os resultados da pesquisa serão compartilhados entre cientistas em um contexto internacional, comparando muitas variáveis ​​que impactam em operações como esta.

Além do consumo de combustível e do tamanho do veículo, muitos outros fatores são importantes e são cuidadosamente medidos, especialmente por Henrik von Hofsten, pesquisador do setor florestal sueco. Entre outras ferramentas, ele usa o Sistema de Gerenciamento de Frota da Scania para acompanhar o desempenho do veículo e o comportamento do tráfego. Suas medições mostram também que a capacidade de carga é afetada por fatores como a qualidade e a umidade dos cavacos e aparas transportados.

“O equipamento de 98 toneladas teve um desempenho impecável no tráfego, o que é crucial. Mas, para otimizar a eficiência do transporte, você também deseja atingir a taxa de enchimento máxima tão frequentemente quanto possível, o que nem sempre é o caso. Mas levando tudo em consideração, ainda vemos números melhores com o 770 do que com o 730, tanto em desempenho quanto em consumo de combustível”, disse o cientista.

Para os envolvidos no projeto, o próximo passo é o início da operação com caminhões elétricos, em busca de um transporte 100% livre de emissões.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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