O destaque fica por conta de países como a Polônia, que precisa de 120 mil profissionais, Alemanha com 60 mil e Espanha, com mais de 15 mil. Para se ter uma ideia do problema, a Polônia era um país tradicionalmente exportador de caminhoneiros para outros países da Europa, e hoje não tem profissionais nem para suprir as próprias vagas.
Para a Transport Intelligence, os principais motivos do crescimento do problema são a idade média avançada dos motoristas atuais, salários baixos, dificuldades da profissão e a falta de interesse dos jovens por esse tipo de trabalho, que antigamente era charmosa para os novos motoristas, e hoje não consegue agradar nem quem já trabalha com caminhões.
Outro motivo importante é que muito países retiraram a obrigatoriedade do serviço militar para os jovens, o que acabou com um importante fornecedor de mão de obra para o setor de transportes.
Centros de treinamento de caminhoneiros estão fazendo grandes campanhas para tentar atrair os jovens com idade de 21 anos para a profissão, inclusive participando de grandes feiras, como a Solutrans, que acontece na França. Mas a procura ainda é baixa.
Na França, os caminhoneiros estão entre os cinco profissionais mais procurados pelos recrutadores, e são estimadas mais de 50 mil vagas em aberto no setor.
Empresas de recrutamento estão oferecendo salários maiores, e buscando imediatamente qualquer pessoa que tenha saído de um emprego e que possa dirigir um caminhão. As mulheres também são alvos de campanhas, mas o número de candidatas interessadas é mínimo.
Além disso, também tentam trazer mais equilíbrio à vida profissional e privada, garantindo aos novos motoristas, mais tempo em casa, para desfrutar da família, além de caminhões mais novos e tecnológicos, que precisam de menos esforço para serem dirigidos.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
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