Representantes da categoria dos caminhoneiros cobram Senatran por exame toxicológico

Para Marlon Maues, Assessor Executivo da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), o momento é delicado e a falta de ação para informar os caminhoneiros pode acarretar um grande prejuízo à categoria.
“A exigência do exame toxicológico periódico é uma política pública muito importante e que tem dado muito certo, com comprovada redução de acidentes e vítimas fatais. Mas, exige comprometimento de todas as esferas públicas. A CNTA está, há meses, fazendo uma ampla campanha de divulgação, em conjunto com a Associação Brasileira de Toxicologia (ABTOX). Porém, a SENATRAN não fez nenhuma campanha contundente sobre o assunto e isso é temerário”, aponta Marlon.
O mal-estar aumentou após o cancelamento da audiência pública, para tratar do tema, agendada para a última quarta-feira (17/11) na Câmara, por conta da ausência anunciada do secretário nacional de Trânsito, Frederico de Moura. A audiência foi convocada pela Comissão de Viação e Transportes, liderada pelo deputado Juscelino Filho (DEM – Maranhão), relator da Lei 14.071 de 2020, que trata do exame toxicológico. Segundo o parlamentar, o impacto das multas automáticas pode chegar a mais de R$ 2 bilhões.
Para o presidente da ABTOX, Renato Dias, o tema vai muito além de uma questão burocrática. “Estamos preocupados com a segurança nas estradas e a valorização da vida. O exame toxicológico tem sido, de forma contundente e comprovada, um agente de proteção em nossas ruas e estradas. Desde a sua implementação, em 2016, há significativa redução de acidentes e mortes no trânsito”, comenta.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
