Representantes da categoria dos caminhoneiros cobram Senatran por exame toxicológico

por Blog do Caminhoneiro

Até o fim de 2021 cerca de 1,5 milhão de motoristas das categorias C, D ou E ainda precisam fazer o exame toxicológico periódico. A partir de 1º de dezembro, condutores com CNH C, D ou E, que exerçam atividade remunerada (EAR), cuja validade da CNH vencerá após 12 de outubro de 2023, e que não estiverem com o exame em dia serão automaticamente multados em R$ 1.467. Este quadro está gerando preocupação em entidades ligadas à categoria e à segurança viária, pois sem os exames em dia, o número de acidentes e mortes nas estradas tende a subir.

Para Marlon Maues, Assessor Executivo da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), o momento é delicado e a falta de ação para informar os caminhoneiros pode acarretar um grande prejuízo à categoria.

“A exigência do exame toxicológico periódico é uma política pública muito importante e que tem dado muito certo, com comprovada redução de acidentes e vítimas fatais. Mas, exige comprometimento de todas as esferas públicas. A CNTA está, há meses, fazendo uma ampla campanha de divulgação, em conjunto com a Associação Brasileira de Toxicologia (ABTOX). Porém, a SENATRAN não fez nenhuma campanha contundente sobre o assunto e isso é temerário”, aponta Marlon.

O mal-estar aumentou após o cancelamento da audiência pública, para tratar do tema, agendada para a última quarta-feira (17/11) na Câmara, por conta da ausência anunciada do secretário nacional de Trânsito, Frederico de Moura. A audiência foi convocada pela Comissão de Viação e Transportes, liderada pelo deputado Juscelino Filho (DEM – Maranhão), relator da Lei 14.071 de 2020, que trata do exame toxicológico. Segundo o parlamentar, o impacto das multas automáticas pode chegar a mais de R$ 2 bilhões.

Para o presidente da ABTOX, Renato Dias, o tema vai muito além de uma questão burocrática. “Estamos preocupados com a segurança nas estradas e a valorização da vida. O exame toxicológico tem sido, de forma contundente e comprovada, um agente de proteção em nossas ruas e estradas. Desde a sua implementação, em 2016, há significativa redução de acidentes e mortes no trânsito”, comenta.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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