Empresa com 1.200 caminhões e mais de 2.100 funcionários fecha as portas nos Estados Unidos

por Blog do Caminhoneiro

A gigante Central Freight Lines, uma empresa com 96 anos de idade, tendo uma frota de cerca de 1.200 cavalos mecânicos e mais de 2.100 funcionários, enviou uma notificação para os trabalhadores, e clientes, anunciando o encerramento completo das operações em todo o país.

A falência da gigantesca empresa é a segunda em dois anos, depois da Celadon, uma das maiores empresas do país, anunciar a falência em 2019. Para a CFL, os motivos foram o endividamento muito alto, com anos seguidos de prejuízos, o que acabou com a rentabilidade de todas as operações da transportadora.

A partir de hoje, a empresa não fará a coleta de mais nenhum frete, e, até o dia 20, todas as mercadorias que ainda estejam em transporte serão entregues. Aparentemente, a empresa não tem planos de pedir ajuda do governo ou recuperação judicial, e deve mesmo desaparecer do mercado.

Há cerca de um ano, a equipe executiva da empresa foi reorganizada, em um esforço para voltar a lucrar. Houve tentativas de venda da empresa, mas os interessados tinham interesse em compra de partes, e não da empresa em sua totalidade, o que não resultou em um fechamento de negócio.

Com 65 filiais espalhadas por todos os estados dos Estados Unidos, a empresa contava com 1.325 caminhoneiros, e todos foram demitidos. Apesar da notícia ser dada de forma inesperada, a empresa afirmou que vai pagar todos os funcionários corretamente. Quando a Celadon encerrou as operações, dezenas de caminhoneiros ficaram longe de casa, sem dinheiro e informações sobre o que fazer.

Confira a nota da empresa na íntegra abaixo

Fazemos este anúncio com o coração pesado e com extremo pesar porque a empresa não pode continuar depois de quase 100 anos em operação. Gostaríamos de agradecer a nossa excelente força de trabalho por perseverar e por completar profissionalmente a desaceleração, apoiando uns aos outros. Além disso, agradecemos aos nossos clientes, fornecedores e outras partes interessadas por sua lealdade e apoio.

A Empresa explorou todas as opções disponíveis para manter as operações em andamento. No entanto, os prejuízos operacionais minaram todas as fontes restantes de liquidez, e os passivos da empresa excedem em muito seus ativos, os quais estão sujeitos como pagamento em favor de vários credores.
Apesar dos esforços diligentes, a empresa não conseguiu obter compromissos para financiar as operações em andamento, encontrar um comprador para todo o negócio ou financiar uma reorganização. Dados os recursos remanescentes limitados, a Empresa concluiu que a melhor alternativa era uma liquidação segura e ordenada. À medida que concluímos o processo de liquidação, nosso objetivo principal será oferecer a transição mais suave possível para todas as partes interessadas, ao mesmo tempo em que maximizamos a quantia disponível para aplicar nas obrigações da Empresa.

A Central Freight Lines está em negociações para vender uma parte substancial de seus equipamentos. Além disso, a Central Freight está coordenando com outras transportadoras regionais para oferecer aos seus funcionários oportunidades de se candidatarem a outros empregos em sua área. As discussões estão em andamento e nenhuma compra de ativos ou oferta de emprego é garantida.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

11 comentários

James 02/01/2022 - 09:34

É CADA IDIOTA Q APARECE, É MUITA IDIOTICE O INDIVIDUO AO INVES Q QUERER SUBIR AO PATAMAR RIQUESA DO OUTRO, DESEJAR QUE O OUTRO DEÇA AO PATAMAR DE MISERIA EM Q ESTA PARA SE TER IGUALDADE.
A renda media por pessoa no EUA é de 33mil dolar po ano, pq q vc nao torce para os paises miseraveis onde 70% da populaçao vives na miseria cheguem ao nivel dos EUA em vez q querer q os EUA caiam na miseria tbm? Ou vc acha q se os EUA ficar pobre os resto fica rico num passe de magica??? Idioas úteis…

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Flávio Silva Pimentel 01/01/2022 - 11:46

Só não entendo uma coisa. O porque das pessoas comemorarem tal fechamento. Será porque a empresa é americana localizada nos EUA, país que os idiotas num rompante de inveja acostumaram chamar de opressor?
2000 mil funcionários desempregados são motivos de alegria pra quem tem aversão aos EUA?
Interessante tal lógica

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Clebao 16/12/2021 - 23:46

Isso e o fim q esta proximo! 🙏

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Carlos Silva 16/12/2021 - 07:21

A CULPA É DO BOLSONARO

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F?tima M. 15/12/2021 - 10:57

Para aqueles que ficam felizes com isso, pois afeta o que chamam de sistema do mal, império do mal lembrem-se que por aqui é por centenas de lugares a água já está no pescoço e se uma economia como dos EUA cair arrasta inclusive vcs que aplaudem essa desgraça e quem mais sofre são os que menos tem. É bom ter empatia.

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Fernando Fidelis Vasconcelos 15/12/2021 - 10:52

O fim da grande potência intrometida está muito mais próximo que eu imaginava. Espero estar vivo pra ver e aplaudir..

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JOSE CORREA MADURO 15/12/2021 - 11:39

Só os que não têm competência para serem bem sucedidos e que querem a queda dos vitoriosos. Os lacradores, normalmente vivem dos favores dos pais ou acostados nos outros, situação cômoda que os impedem de perceber que o trabalhador, paia de família, dependem do emprego oferecido pelos invejados “vitoriosos”.

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Carol detona isentões 14/12/2021 - 09:34

Esse é o resultado do “fique em casa que a economia a gente vê depois”. O presidente Bolsonaro sempre teve razão

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Ricardo Carvalho 15/12/2021 - 10:26

O tico e teco da moça parece que não conseguiu ler o texto todo, rsrs, dois anos de pandemia não são suficientes para fazer uma empresa com tanto tempo de mercado e uma excelente administração fechar, então muito provavelmente eles viessem tendo prejuízos nas suas operações.

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Vinicius Aulicino 14/12/2021 - 04:04

Me parece que a empresa não teve tanto empenho em se manter funcionando ou teve uma administração ruim por muito tempo e acumulou dividas impagáveis, porque não acho possível que uma empresa desse tamanho não desse lucro nenhum, e considerando que ela tinha 1200 caminhões e mais de 2000 funcionários, não me parece que houve um esforço para fechar rotas menos lucrativas, eu acho que os proprietários preferiram declarar falência do que tentar reerguer a empresa quase do zero.

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Anderson Julian de Souza 13/12/2021 - 19:05

Infelizmente o mundo não estava preparado para a pandemia,que foi o prego no caixão, sistemas de saúde em colapso,economia destruída enquanto poucos idiotas militavam por seus interesses, sem pensar que a parada afetaria o futuro próximo. O efeito do FICAEMCASA vai ser duradouro e triste.

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