Economia de combustível do novo Scania 560 S surpreende clientes na Europa

por Blog do Caminhoneiro

Há dois anos, um Scania 560 S é testado pela empresa Herbert Ulfhielm Fjärrtransport, da Suécia. Esse caminhão, para evitar curiosos, usa a plaqueta da versão 540 na dianteira, mas oferece mais potência, torque, e uma surpreendente redução no consumo de combustível.

Quando os testes foram iniciados, o motorista, Jerry Olofsson, e o proprietário da empresa, Lars Åström, achavam que estavam fazendo as contas de forma errada. Eles contam que a média de consumo normal dos caminhões que usam, como um Scania R 490, fica na casa dos 2,56 km/l. Com o novo caminhão, a média subiu para 3,03 km/l.

Para a empresa, que realiza o transporte de pesadas cargas de madeira nas montanhosas e sinuosas estradas, os números são excepcionais.

“Você está acostumado a caminhões em que, se você tiver um consumo de menos de 40 litros a cada 100 quilômetros, ficará muito feliz. Mas nas últimas viagens, às vezes cheguei a menos de 34 ou até 33 litros a cada 100 km, e isso com o caminhão carregado com produtos de madeira pesada. A primeira vez que verifiquei e contei, pensei: ‘Devo ter esquecido de registrar algum reabastecimento'”, diz Jerry, que dirige caminhões há 23 anos, sendo os últimos dez com Ulfhielm.

Duas vezes por semana, o caminhoneiro viaja em uma rota de 500 quilômetros pela região de Skellefteå até o porto norueguês de Bodø. O caminhão sempre roda transportando produtos feitos com madeira na ida, e na volta, traz produtos para aquecimento urbano, como aparas de madeira e pneus.

“São cerca de seis litros a menos em cada 100 quilômetros, e em algumas semanas houve uma diferença ainda maior entre o nosso Scania R 490 e este caminhão. O 490 tem cerca de 38 a 40 litros de consumo a cada 100 km, e este 560 tem sido bastante constante ultimamente em 32 a 33 litros. Tenha em mente que ainda não conduzimos realmente nas melhores estradas e na maioria das vezes estamos carregando cargas de até 60 toneladas”, disse Lars Åström.

Para ele, essa economia nos testes realizados em parceria com a Scania pode se traduzir em um ganho de mais de € 5.000 por ano. Com a frota de seis caminhões que a empresa tem atualmente, essa redução poderia facilmente pagar a parcela de novos veículos.

Esse é um impulso bem-vindo à lucratividade da empresa em um setor com margens cada vez mais apertadas. Herbert Ulfhielm Fjärrtransport está no mercado há quase 50 anos, mas Lars Åström diz que o trabalho nunca foi tão desafiador quanto nos dias de hoje.

“Tornou-se muito mais difícil nos últimos anos em comparação com quando meu primo e eu assumimos. Há muito mais concorrência agora. Assim, as margens estão caindo. Nos primeiros anos, fizemos de 70.000 a 80.000 quilômetros por ano, mas agora temos que dirigir de 160.000 a 170.000 quilômetros por ano para obter um lucro decente. Hoje em dia é muito mais difícil”, disse o empresário.

Além da redução de consumo, a potência extra dos novos motores e a alta confiabilidade também são elogiadas pelo transportador, que roda por algumas das mais belas paisagens europeias, mas que, apesar da beleza, podem oferecer temperaturas abaixo dos -40ºC durante o inverno.

Outro ponto forte é o conforto. O caminhão é mais silencioso, tem melhor isolamento térmico, e desenvolve melhor, o que garante que o caminhoneiro chega ao final do dia de trabalho menos cansado.

O caminhão usado por eles é um 560 S, com a maior cabine oferecida pela Scania, e é equipado com o novo motor DC13 173, de 13 litros e 560 cavalos de potência, com 2.800 Nm de torque.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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