Sistema de direção dos caminhões bitruck precisa de uma complicada fórmula para funcionar

Basicamente, os pneus do segundo eixo direcional esterçam menos do que os pneus do primeiro eixo, e isso é necessário para evitar que haja desgaste excessivo dos pneus e também para que o raio de giro seja o menor possível para aquele veículo.
Mas, para se chegar ao ângulo correto de viragem para cada eixo, os fabricantes e implementadores precisam seguir uma complexa fórmula matemática, chamada de geometria de Ackerman, que faz com que o esterçamento seja conforme a necessidade de cada curva.
A geometria de Ackermann foi patenteada por Rudolph Ackermann, em 1817, para resolver o problema de giro em carruagens.
Essa mesma fórmula faz com que os pneus do mesmo eixo também virem de formas diferentes, mesmo em automóveis ou caminhões 4×2, por exemplo. Normalmente, o pneu que está por dentro da curva acaba virando mais do que o pneu de fora.
Em todo veículo, esse ângulo de viragem é medido a partir do centro das rodas traseiras, e muda conforme a distância que existe entre os eixos. E o ângulo de giro das rodas que estão no segundo eixo direcional precisam conincidir com o ângulo de giro das rodas do eixo dianteiro, para que a curva seja efetuada sem arrastar os pneus.

Por isso é muito importante realizar modificações em caminhões com a consciência de que uma pequena mudança, como na suspensão ou direção, poderá acarretar uma série problemas, especialmente o desgaste acelerado de componentes.


