Ser caminhoneiro no início da história dos caminhões era bem mais do que só dirigir
Atualmente, boa parte das vagas de emprego oferecidas para motoristas de caminhão pedem, como um requisito básico, noções de mecânica. O candidato precisa saber, mesmo que de forma rasa, para que servem os componentes do veículo, para saber agir em caso de um problema.
Mas, no início do transporte motorizado, quando os caminhões começaram a se popularizar, ser motorista exigia um nível de conhecimento muito mais alto em mecânica.
Isso porque simplesmente não haviam oficinas em todas as cidades como existem hoje em dia. Em muitas regiões, não existiam nem postos de combustível.
Quando ocorria qualquer problema no caminhão, era o caminhoneiro o responsável pelo conserto, para fazer com que o veículo voltasse a rodar o mais rapidamente possível, mesmo que fossem usadas as famosas gambiarras.
É o caso de uma foto registrada no final dos anos 1920, por um fotógrafo que passava pela mesma região.
Geoff Lambert, um motorista australiano que fazia o transporte de correspondências na região de central da Austrália, teve um problema em seu caminhão Dodge de meia tonelada, precisando remover o eixo do veículo e consertar o sistema no meio do deserto.
Muita vezes, além da dificuldade em consertar o veículo em caso de problemas, era preciso caçar e preparar o próprio alimento, em regiões praticamente inabitadas. Não era fácil.
