Fretebras cresce 38% em volume de fretes no primeiro semestre

Os embarcadores estão mais confiantes na utilização de plataformas tecnológicas de fretes, e isso tem feito a movimentação de cargas dentro da Fretebras crescer significativamente. De acordo com a 8ª edição do “Relatório Fretebras – O Transporte Rodoviário de Cargas”, o número de cargas movimentadas cresceu 38% no primeiro semestre desse ano.

Os dados foram obtidos com base em mais de 4,7 milhões de fretes publicados no primeiro semestre desse ano, movimentando R$ 49 bilhões.

Com o uso das plataformas de fretes para contratar caminhoneiros, o mercado conseguiu se preparar melhor para enfrentar os desafios do primeiro semestre, como a alta inflação, a crise dos preços dos combustíveis e as incertezas econômicas em decorrência dos conflitos internacionais, como a guerra da Ucrânia.

Com isso, o PIB do setor de transporte de cargas cresceu 2,1% no primeiro trimestre de 2022, o dobro do PIB nacional (+1%), na comparação com o mesmo período de 2021.

“A digitalização dos fretes já é uma realidade. Analisando as operações de milhares de transportadoras clientes, descobrimos que ao utilizarem a Fretebras, conseguem aumentar a produtividade na contratação de motoristas em pelo menos 10%, o que significa um aumento de R$ 40 mil por mês no seu faturamento, por operador. Naturalmente, as transportadoras perceberam essa vantagem e estão conectando cada vez mais as suas operações com a nossa plataforma”, destaca Bruno Hacad, diretor de Operações da Fretebras.

A 8ª edição do Relatório demonstra que as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste puxaram o crescimento durante o período, além de registrarem o maior volume de fretes publicados na plataforma. No Sudeste, o número de fretes teve aumento de 43,5%. No Sul, o aumento foi de 19,4%. Já no Centro-Oeste, o salto foi de 67,4%, em comparação com o mesmo período no ano passado.

Os estados que representaram o maior volume de fretes no primeiro semestre de 2022 foram São Paulo (21,3%), Minas Gerais (17,8%) e Paraná (11,2%). Destaque para o estado mineiro, que assumiu a segunda posição, com aumento de 2 p.p. em representatividade, impulsionado pelo setor da construção. Já o Paraná teve uma queda de cerca de 2 p.p., em função dos problemas climáticos que afetaram o agronegócio no Estado.

Aposta por soluções digitais movimenta principais setores da economia

O estudo da Fretebras analisa, tradicionalmente, três grandes setores, que representam mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil: o agronegócio, a indústria e a construção. A tendência de uso dos aplicativos para movimentação dos fretes tem sido uma constante em todos eles.

“O agro brasileiro é um modelo global de tecnologia e vemos, a cada edição do relatório, que o transporte de grãos está cada vez mais digitalizado. A economia na contratação dos motoristas autônomos chega a 30% quando comparado com o uso da frota própria. Não só os agricultores têm aproveitado essa vantagem, mas a indústria também tem seguido o mesmo caminho”, reforça Hacad.

O agronegócio puxou a oferta de fretes no período, com 36% das cargas registradas na plataforma da Fretebras, um salto de 33% em comparação com o ano passado, representando cerca de R$ 17,5 bilhões em fretes distribuídos.

Apesar dos problemas de estiagem no Sul, que afetaram a produção da soja, produtos como o milho e o trigo tiveram ótima performance no semestre e ambos devem atingir produções recordes até o final do ano. Com isso, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mantém uma estimativa favorável para a produção de grãos da safra 21/22, com crescimento de 6,7% em relação à temporada passada.

Já a movimentação de produtos industrializados originou quase 28% dos fretes anunciados na Fretebras no primeiro semestre de 2022, o que representa R$ 13,5 bilhões pagos aos caminhoneiros contratados via Fretebras. Na comparação com o mesmo período de 2021, o setor teve crescimento de 37,6% no volume de transportes.

A produção industrial brasileira acumulou queda de 2,2% no primeiro semestre de 2022, em comparação com o mesmo período do ano anterior, mesmo tendo atingido quatro meses de alta no comparativo mensal até maio. Isso reflete as dificuldades que o setor industrial segue enfrentando, como o aumento nos custos de produção e a restrição de acesso a insumos para a produção de bem final.

Os fretes de insumos para construção representaram quase 15% das cargas registradas na Fretebras nos primeiros seis meses de 2022, movimentando R$ 7,2 bilhões das empresas para os motoristas autônomos. Em relação ao primeiro semestre de 2021, houve crescimento de 58,9% em 2022 no volume de fretes da categoria.

Mesmo com o cenário de inflação e altas de juros, o setor encerrou o primeiro semestre com 3,5% de crescimento, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O setor continua otimista, com projeção de alta de 13,5% até o final do ano, por conta dos negócios firmados há dois anos, que começaram a sair do papel.

O relatório completo pode ser acessado aqui.

Deixe um comentário!

Projeto quer acabar com valores de fretes muito baixos Montagem de caminhões no Brasil segue em alta Uso do celular aumenta entre motoristas Rebite – Um grande vilão nas estradas Volkswagen apresenta caminhão conceito Optimus