HISTÓRIA DA ESTRADA – A MOTOQUEIRA E O CARRETEIRO

Imagem reprodução

Não, ela não é motociclista.
Ela é uma motoqueira.
Em cima da moto é uma artista.
Dançando sobre a moto, é uma arteira.

Uma bela jovem, sua moto pilota.
Fone de ouvido, ouve uma música qualquer.
Na rua, qualquer homem a nota.
Sabe chamar a atenção essa mulher.

Um homem dirige sua carreta enorme.
Pelas movimentadas avenidas da cidade.
Parece imensa massa disforme.
Assusta pela sua grandiosidade.

Logo à frente a motoqueira para no semáforo.
Sentada, rebola, dançando sobre a moto.
Meninas olham, acham aquilo desaforo.
Aquele bumbum merece uma foto.

O carreteiro parou logo atrás.
E se encantou com aquele remelexo.
Sobre a moto aquele rebolado lhe tirou a paz.
Aquele movimento sexy era de cair o queixo.

No semáforo, o sinal ficou verde.
A moto levando a bela morena, partiu logo após.
O carreteiro acelerou seu cavalo Mercedes.
Queria alcançá-la, mas seu estradeiro não era veloz.

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Outro semáforo logo à frente.
Estava com o sinal fechado.
A bela morena rebolava sensualmente.
O carreteiro estava hipnotizado.

Seus olhos fixos naquele rebolado.
Nunca uma dança lhe pareceu tão sensual.
A rua fervilhava, gente por todo lado.
Mas aquela mulher tinha sua atenção total.

Sempre que o semáforo abria.
E a moto arrancava até a próxima quadra.
Se aproximar, a hora o carreteiro não via.
De sua atenção aquela mulher foi ladra.

Chegou a desejar ser o banco da motocicleta.
Para sentir aquele rebolado sobre si.
Buzinou, ela se virou, ver seu rosto, sua meta.
“É a mulher mais gata que eu já vi”.

A calça jeans marcando sua silhueta.
Ressaltando cada uma de suas curvas.
Sentiu vontade de descer de sua carreta.
Sentiu suas vistas ficarem turvas.

Sinal abriu, ela acelerou a moto.
“No próximo sinal eu te pego”.
“Pressão no meu estradeiro eu boto”.
De paixão, aquele carreteiro estava cego.

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O Mercedes Benz dezenove vinte e quatro.
Cavalo mecânico com terceiro eixo.
Levando uma carga sob contrato.
Não precisa de nenhum adereço.

Essa carga pesada o torna lento.
A moto e sua motoqueira somem na distância.
Desloca-se rápida como o vento.
A carreta na cidade, não tem essa constância.

O carreteiro não mais vê a mais bela das moças.
Quem sabe se a encontrará pelo trecho.
Em sua mente a imagem do bumbum, do par de coxas.
Jamais irá esquecer, sobre a moto aquele remelexo.

Autor Roberto Dias Alvares

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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