Polícia investiga saque de carga de carnes e deve prender os envolvidos no Paraná

Imagem reprodução / Redes sociais

A Polícia Civil do Paraná está investigando as pessoas envolvidas no saque de uma carga de carnes de um caminhão que se envolveu em um acidente na Realeza, no Sudoeste do estado. Equipes da polícia estão fazendo um levantamento das placas dos veículos que foram vistos no local para, na sequência, identificar os autores.

Nesse caso, estão sendo usadas fotos e vídeos dos saqueadores que foram publicadas nas redes sociais, além de depoimentos de testemunhas. A prática do saque de cargas em acidentes é crime, e pode resultar na prisão dos envolvidos.

Não importa se os produtos estão espalhados na pista ou se o caminhão foi abandonado pelo motorista. Mesmo nestas circunstâncias, a conduta é equivalente ao crime de furto, que tem pena de um a quatro anos de reclusão. Se ele for cometido por um grupo, ele pode ser considerado um furto qualificado, com pena de até oito anos de prisão.

“É um crime porque a pessoa está subtraindo um objeto que está ali, mesmo que momentaneamente, e não é dela, prejudicando outra pessoa ou empresa. É, portanto, um furto”, afirmou o delegado André Feltes, da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas da PCPR.

Todos os casos de saques são investigados pela Polícia Civil e podem se transformar em inquéritos policiais. Mesmo que o saque aconteça em um local distante e as forças de segurança não cheguem ao local a tempo de coibir o saque, os envolvidos podem ser responsabilizados, já que a investigação leva em conta também denúncias, depoimentos de testemunhas e imagens de redes sociais.

Outras condutas criminosas dos envolvidos

Além do crime pelo saque da carga, as pessoas que se envolvem nesse delito podem responder por outros crimes, até mais graves, que geralmente resultam em penas mais duras.

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É o caso para as situações em que o veículo é danificado para que as pessoas tenham acesso à carga. Nestes casos, o crime pode ser enquadrado como roubo, cuja pena é de quatro a dez anos de reclusão.

Durante os saques, outros crimes ainda são cometidos com frequência, como a omissão de socorro às vítimas, que pode resultar em pena de detenção de um a seis meses. “Nestes casos, os saqueadores podem agravar a situação, dificultando o acesso das equipes de resgate ao local do acidente ou até provocando novos acidentes, devido à movimentação de pessoas na pista”, disse o delegado.

Outro crime é a compra de produtos que foram saqueados de acidentes. Neste caso, a conduta é tipificada como receptação, que também prevê pena de um a quatro anos de prisão.

A recomendação da polícia em caso de acidentes é que as pessoas que presenciarem o fato acionem imediatamente a polícia e equipes de resgate. A prioridade, nestes casos, sempre deve ser socorrer as eventuais vítimas dos acidentes.

Em relação às cargas, as testemunhas também podem fotografar ou filmar caso outras pessoas se aproveitem da situação para saqueá-las. Informações como placas de veículos dos saqueadores ou denúncias sobre os locais em que eles se escondem após o crime também ajudam as investigações.

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Para quem se envolve em um acidente em que há saque de cargas é recomendável registrar Boletim de Ocorrência detalhando todos os fatos. O mesmo deve ser feito pela pessoa que compra um produto e suspeita que ele foi saqueado. Estas informações podem ajudar na investigação que será aberta pela Polícia Civil.

No momento dos acidentes ou dos saques, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. Para chamar a Polícia Rodoviária Estatual, o telefone é 192. Nas rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal deve ser chamada pelo telefone 191. Quando há vítimas, o Siate deve ser acionado pelo 193.

Pessoas que têm informações sobre saques ou outros crimes ainda podem fazer denúncias pelo 181. Não é preciso se identificar para realizar uma denúncia e os dados ficam mantidos sob sigilo.

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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