Escassez de caminhoneiros é problema global que piora cada vez mais

A Organização Mundial do Transporte (IRU) publicou seu mais recente relatório sobre o problema mais grave atualmente no setor de transportes: A escassez de mão de obra, destacando que faltam mais de 3,6 milhões de profissionais do volante nos países avaliados.
A entidade realizou análises com diversas empresas, e cerca de 70% delas tem problemas para contratar motoristas. Os números vêm de países da Europa, Ásia, Oceania e América, onde Estados Unidos, México e Argentina foram analisados. O Brasil ainda não faz parte das estatísticas.
O maior problema dentro do panorama geral é que não há interesse dos mais jovens na profissão. No levantamento, quase 32% dos motoristas tem mais de 55 anos de idade, estando próximos de se aposentar. Do outro lado, os jovens com menos de 25 anos são apenas 6,5% da força de trabalho total.
Em alguns países analisados, como Alemanha e Itália, os jovens representam apenas 2,5% do total de motorista.
E o pior é que o setor enfrenta uma tendência de queda cada vez maior no interesse dos mais jovens em ingressar na profissão.
Além da falta de profissionais de 3,6 milhões atualmente, a IRU espera que mais de 3,4 milhões de motoristas se aposentem até 2029.
“A crise da escassez de motoristas de caminhão continua a se agravar, com o que é mais alarmante: um abismo cada vez maior entre motoristas jovens e mais velhos. Sem uma ação concreta e contínua, esta bomba-relógio demográfica explodirá, impactando seriamente o crescimento econômico e a competitividade em todo o mundo”, disse o secretário-geral da IRU, Umberto de Pretto.
A entidade reforça que os salários não são o principal motivo do desinteresse pela profissão, mas sim a falta de estruturas de apoio nas rodovias, com locais apropriados para alimentação e descanso.
A IRU constatou que os salários oferecidos aos caminhoneiros, em grande parte das regiões, são de 30% a 135% superiores ao custo de vida médio dos países, e, além disso, 81% dos caminhoneiros estão satisfeitos com o trabalho. Além disso, motoristas jovens com menos de 25 anos foram a faixa etária com os maiores níveis de satisfação no trabalho.
“Não existe uma solução mágica para resolver a crise, mas este relatório aponta soluções importantes para começar a diminuir a crescente diferença de idade e tratar os motoristas com mais respeito e dignidade. Os jovens motoristas profissionais estão muito satisfeitos: a questão, portanto, não é a retenção, mas sim a melhoria do acesso à profissão de motorista e sua atratividade, especialmente para os jovens. Portanto, os governos precisam integrar melhor as carreiras de motoristas profissionais aos sistemas educacionais, eliminando também limites de idade irrealistas para treinamento e qualificação, e investir mais em áreas de estacionamento e descanso seguras e bem equipadas”, destacou Umberto de Pretto.
O relatório é extremamente detalhado, com mais de 150 páginas, trazendo informações sobre idade, gênero, país, porte da empresa, extensão da rota e operações internacionais e nacionais. Inclui seções sobre as perspectivas econômicas para operadores de transporte rodoviário; análises detalhadas sobre satisfação profissional, acessibilidade e atratividade dos motoristas; e soluções de atração e retenção para operadores de transporte.
Você pode ver o conteúdo na íntegra no link https://www.iru.org/resources/iru-library/global-truck-driver-shortage-report-2024.

Salário baixo, muito tempo fora de casa e quando chega é só pra dormir uma noite pra sair cedo no dia seguinte que o caminhão já está carregado.
Manda os supremos mané eles em 5 minutinhos com uma canetada resolverem o problema.kkk
Sou caminhoneiro conheço quase todos os estados do Brasil só porque eu sempre trabalhei sem registro eu não consigo um trabalho com qualquer tipo de caminhão dos 3 ao 9 eixos mais eu tenho experiência e não consigo um emprego o se alguém acreditar em mim que eu irei procurar e fazer um texte tenho meu nome limpo em qualquer seguradora é só me ligar que estarei ao vosso dispor não bebo e nem fumo
Concordo com as opiniões anteriores,mas sim,um dos diversos problemas ainda é o baixo salário e exigências e cobranças excessivas.Também,não podemos deixar de citar aqui o tempo longe de casa,que na minha opinião é um sério agravante!
Verdade nua e crua pra lem disso os salários são de fome aproveitando se do cenário de crise um vergonha , os donos que se lixem
Salário do caminhoneiro é uma vergonha, pelas cobranças, como treinamentos, não tem horário fixo, trabalha dia e noite , feriado , sábado , domingo.
Só acredito nisso se a causa da falta de caminhoneiros for culpa das próprias transportadoras, pois já visitei uma dúzia de empresas para trabalhar como motorista de caminhão ou ônibus e tudo que escutei foi que não contratam aprendizes, querem no mínimo um ano de experiência ou deixa seu currículo pra jogarem no lixo. Será que criam essa notícias autoescola faturarem ou o quê?
Resumindo..ninguém quer ser caminhoneiro em lugar nenhum do mundo..kkkkk.!!..
O maior problema é os baixos salário sim.
Eu pendurei o volante tô fora da estrada por essas razões.
Se as empresas oferecer um salário mínimo de 5mil por mês plano de saúde e uma cesta básica, duvido que faltaria motorista nesse país.
Eu nesmo com 51 anos de idade já estou decidido em abandonar a profissão em no máximo três anos, empresas forçando fazer percursos com horários apertado e condições de infraestrutura péssimas,onde agente chega dividimos espaços até com ratos, higiene precária uma falta de respeito total.
As duas causas principais da falta de interesse em ser motorista de caminhão no Brasil é a baixa remuneração e a perseguição implacável da PRF aos caminhoneiros, pelos mais diversos motivos, ou seja, quem trabalha é vigiado e o bandido anda solto…
O problema maior as transportadoras querem pagar baixo salário e prometem mundo é fundo e não cumori o que fala no anúncio