Cavalo Paraguaio – Polícia faz operação contra quadrilha que roubava caminhões no Sul do Brasil para levá-los aos Paraguai

A operação Cavalo Paraguaio, da Polícia Civil de Santa Catarina, desmantelou uma quadrilha especializada em furtar, adulterar e enviar caminhões e semirreboques para o Paraguai. Na quarta-feira (4), foram cumpridos nove mandados de prisão e 11 de busca e apreensão em Sangão e Tubarão (SC), Maringá e Santa Terezinha de Itaipu (PR), além de ações no Paraguai. As investigações continuam para buscar mais envolvidos no esquema.
O secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destacou a importância do trabalho conjunto. “Essa é a mais pura demonstração do quão eficiente é a resposta do Estado quando as nossas forças trabalham de forma integrada, interna e externamente.”
Ele acrescentou: “Essa é a visão e esse é o objetivo. A nossa diretriz é integração entre as forças internas e com os nossos países vizinhos e as demais nações da América Latina, porque, só dessa forma, vamos vencer o crime organizado”.
A quadrilha está ligada ao furto de pelo menos 15 caminhões e semirreboques, alguns já adulterados e recuperados, inclusive no Paraguai. Um dos membros, um cidadão paraguaio, tem ordem de captura internacional pela Interpol, mostrando a organização transnacional do grupo.
A operação teve apoio da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, por meio do Núcleo de Cooperação Internacional de Santa Catarina e da Adidância em Assunção, e do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (Cisppa).
As investigações revelaram que membros em Santa Catarina identificavam alvos em pátios de oficinas e postos de combustíveis, passando informações para comparsas no Paraguai. Comboios de caminhões eram organizados para furtar os veículos, desativando sistemas de segurança, trocando placas por paraguaias e removendo rastreadores durante o trajeto.
O nome Cavalo Paraguaio refere-se ao método da quadrilha: atravessar a fronteira com caminhões-tratores para buscar veículos furtados em Santa Catarina e levá-los ao Paraguai. O grupo é considerado o mais estruturado em furtos de caminhões no estado, liderado por um criminoso com mais de 20 anos de histórico e 12 inquéritos por crimes similares, sendo altamente perigoso.
