Transportadores norte-americanos investem em barras de proteção frontal

Uma colisão simples na dianteira de um caminhão novo pode resultar em um gasto de mais de US$ 20 mil. Isso ocorre por conta da enorme quantidade de sensores, como o sistema de controle de cruzeiro adaptativo, instalado na parte central da dianteira dos caminhões.
Para evitar os prejuízos, os transportadores dos Estados Unidos têm investido na instalação de sistemas de proteção frontal, como os modelos produzidos pela Ex-Guard, que lidera esse mercado nos Estados Unidos.
As barras de proteção são extremamente robustas, evitando que pequenas colisões possam danificar a dianteira do caminhão. De acordo com Nathan Holt, gerente de marketing de produtos da Ex-Guard, os clientes têm inclusive migrado das proteções parciais para os modelos de proteção total da dianteira.
No caso de uma colisão com o caminhão desprotegido na dianteira, os custos são bem altos, e o tempo parado pode ser de até três semanas para os reparos. Com uma média de custos do caminhão parado de US$ 1.200 por dia, além do valor direto com a colisão, a empresa pode perder outros US$ 30 mil com o caminhão sem trabalhar.
As proteções oferecidas pela empresa são modelos com proteções inferiores, que geralmente protegem o para-choque e os sistemas de radar de mitigação de colisões, enquanto as proteções completas adicionam cobertura ao capô, faróis e grade.
Além de colisões com outros veículos e obstáculos, os transportadores também tem relatado um número maior de acidentes relacionados ao atropelamento de animais de médio e grande porte.
De acordo com dados relacionados à segurança das rodovias na América do Norte, as colisões com animais em 2023 chegaram ao total de 12.825 ocorrências.
No Brasil, esse tipo de acessório não é usado, mas evitaria uma série de prejuízos aos transportadores.
