Setor de transportes mostra preocupação com a diminuição do número de motoristas profissionais

A escassez de motoristas profissionais preocupa empresas transportadoras ao redor do mundo, sendo a faixa etária dos atuais profissionais o aspecto mais alarmante. Segundo o relatório The International Road Transport Union, de 2024, entre 2023 e o ano de publicação houve uma queda de 5,8% dos motoristas jovens em relação ao total de profissionais. Ainda de acordo com o relatório, no mundo, o número de vagas abertas para motoristas profissionais foi de 3,6 milhões. A pesquisa ainda apontou que, das 5.100 empresas pesquisadas, 70% delas enfrentam dificuldades graves ou muito graves para encontrar motoristas para o setor.
O número de caminhoneiros que estarão aposentados nos próximos cinco anos também preocupa. A média dos motoristas com mais de 55 anos representa 31,6% da força de trabalho. Segundo o relatório, serão 3,4 milhões de motoristas afastados de sua ocupação nos próximos anos. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Oeste do Paraná (SINTROPAR), Antonio Ruyz, alerta para a necessidade de buscar profissionais mais jovens para o setor. “Hoje, vemos uma demanda desproporcional à oferta de motoristas profissionais. E a tendência é que, cada vez mais, aumente a necessidade de contratação de novos motoristas”.
Ainda de acordo com o relatório, atualmente, a porcentagem de motoristas jovens, ou seja, com menos de 25 anos, é 6,5%. Diante dos números, há a necessidade de incentivar a entrada de novos motoristas no transporte rodoviário de cargas. “Vemos uma necessidade de aumentar as buscas por motoristas mais jovens, não para substituir, mas renovar as frotas para que o transporte rodoviário não seja impactado de forma irreversível pela baixa oferta de profissionais em comparação à quantidade de demandas do setor”, comenta o presidente.
Outro estudo relevante realizado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) expõe uma queda significativa no número de motoristas de caminhões. Entre os anos de 2014 e 2024, o setor perdeu 20% dos motoristas profissionais, o que representa mais de um milhão de trabalhadores.
“A queda do número de motoristas profissionais no setor é um fenômeno que acompanhamos há anos. Para reverter esse cenário, estamos sempre em contato com autoridades locais e nacionais para minimizar os acidentes resultantes em mortes, além de tentar viabilizar a entrada de pessoas mais jovens no setor, como é o caso do projeto de lei que está tramitando na Câmara sobre ingresso de motoristas jovens nas categorias C e D da CNH. Também trabalhamos para que as empresas ofereçam vagas para diferentes áreas do setor, especialmente vagas para motoristas, através das feiras do SEST SENAT, por exemplo”, finaliza o presidente.

É só pegar salário digno e condições de trabalho
Motorista não é robô pra trabalhar 20 horas por dia sem descanso hoje é melhor trabalhar com Uber doque trabalhar com caminhão, caminhão novo não enche barriga e não paga as contas
Aqui em belo horizonte estão precisando,porém o salário base é de r$2.000 a r$3.000. Colocam em sua responsabilidade um equipamento de meio milhão,sensores para punir o motorista a todo momento,não conseguem oferecer nem a PL e pedem dedicação total. Que todos os motoristas comprem uma Fiorino e trabalhem por conta própria!!!!!!
Não adianta, não é piso salarial também não.. eu mesmo fiquei 19 anos na rodagem,.faz 5 anos que eu sai..e pode me.pagar um salário de R$ 15.000 mil.ppr mês que eu não vou..
A verdade é que ninguém.mais quer essa profissão aí.. não tem vida social, plano de carreira, perspectiva de futuro.nada..!! Só mentira , enganação e história triste..!
Essa nova geração não quer nem ouvir falar de caminhão..
Vc trabalha com jornadas excessivas , termina com saúde, muita cobrança muito estresse principalmente no trânsito, não aproveita quase nada da vida , família e amigos sem vida social.
Hoje em dia quem domina internet, informática trabalha até em casa dependendo do caso e ganha mais do ficar trinta, quarenta dias fora ralando num caminhão. Profissão já era
Quando eu comecei em 2004 , motorista ganhava quase 4 salário mínimo, hj e um salário e meio , não dá nem 2 salário, cobranças abusivas , quando o empresário fala a gente precisa corta gastos, só sabe tirar do motorista, sindicato horrível só pensa no padrão, ele fala que está investindo no motorista só porque comprou o carro novo, só que o carro novo é da empresa
É só oferecer condições dignas de trabalho e SALÁRIO DECENTE!!!!
Verdade,concordo com vc amigo,cada ano o piso salarial tá ficando mais defasado e as empresas não oferecem nenhuma melhoria para pider atrair os motoristas.
O jornalismo só faz matérias sobre falta de motoristas em favor dos empresários, vão ouvir os trabalhadores motoristas também. Divulguem o outro lado. Vão descobrir o rel motivo desta falsa falta de profissionais no mercado do Transporte Rodoviário.
Concordo plenamente.
O mais engraçado de tudo isso, é que os empresários se dizem preocupados com a falta de profissionais, mas em momento algum falam sobre oferecer melhores condições de trabalho em todos os sentidos, principalmente salários. Se dizem sem condições de pagar melhores salários, mas sempre conseguem adquirir veículos novos. Eu mesmo, trabalhei em um grupo gigante, só pensam em cobranças abusivas ao motorista, metas impossíveis, punições por qualquer motivo simples, cortes de todos os benefícios, salários mínimos e sem hora extra.
E o pior, patrão só fica no escritório, tem medo de interagir com os motoristas, pois sabe o que vai ouvir.