Tempo médio de espera do caminhoneiro bate recorde em 2025

O caminhoneiro brasileiro está perdendo muito tempo para descarregar seu caminhão após as viagens. A constatação é do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), em pesquisa anual que destaca que o Tempo Médio de Descarga (TMD) nos principais pontos recebedores da região metropolitana de São Paulo é de 5h09.
Esse tempo registrado em 2025 é quase 1 hora maior que a média registrada em 2024, sendo o maior valor registrado nos últimos dez anos (superando os 4h27 de 2016). Isso eleva os custos dos transportadores, reduzindo a produtividade, encarecendo a operação, comprometendo prazos de entrega e aumentando o chamado “custo Brasil”.
O principal motivo é o descompasso entre a capacidade instalada dos recebedores e o volume crescente de entregas, sobretudo no varejo.
Apenas 13% dos estabelecimentos possuem vagas destinadas à carga e descarga, enquanto 87% reservam vagas para clientes.
Outros gargalos incluem docas e vagas de estacionamento insuficientes, falta de pessoal para conferência, burocracia (exigências de devolução de paletes, exclusividade de veículo, janelas de agendamento mal definidas) e divergências entre embarcador e recebedor.
A pesquisa, realizada pelo IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Carga) a pedido da Diretoria de Abastecimento e Distribuição do SETCESP, envolveu 175 estabelecimentos entre junho e novembro de 2025.
O TMD varia por segmento: 11h40 em Centros de Distribuição, 5h56 em atacadistas, 4h33 em home centers e 3h05 em supermercados.
A ineficiência no recebimento gera perdas para todos os envolvidos: transportadores, embarcadores, varejistas, e na ponta final de tudo isso, consumidores.
