Marcopolo destaca impacto positivo do Move Brasil 2 no mercado de ônibus

A Marcopolo espera que a segunda fase do programa Move Brasil, lançado no final de abril pelo Governo Federal, deva impactar positivamente a indústria brasileira de ônibus. A análise foi feita pelo gerente comercial para o Mercado Interno da Marcopolo, Alexandre Cervelin.
Dentro desse programa, com orçamento total de R$ 21,2 bilhões, uma parcela de R$ 2 bilhões é destinada exclusivamente para ônibus e micro-ônibus.
“Para os segmentos rodoviário e de fretamento, o programa estimula a renovação de frota por parte dos operadores e a perspectiva é de que possa aumentar os volumes em relação ao que estava previsto para este ano”, salienta o executivo.
Dentro do programa, que oferece condições especiais de financiamento, com taxas mais atrativas, tornando o custo de aquisição menor e permitindo a antecipação de compra de novos veículos, o cenário é mais favorável para os empresários.
“Os recursos devem ser suficientes para um volume de mil a 1,3 mil ônibus, o que ajudará a destravar a renovação da frota de ônibus rodoviários no país, mas a demanda potencial estimada é de cerca de cerca de 1.000 veículos por mês”, finaliza.
Dados mostram que a produção de ônibus rodoviários e para fretamento destinada para mercado nacional no ano passado foi de 5.257 unidades, bem abaixo da média histórica de cerca de 7,5 ou 8 mil unidades registradas há uma década.
Com essa compra menor no último ano, há uma enorme demanda pela renovação de frota.
Para a Fabus (Associação Nacional dos Fabricantes de ônibus), o Move Brasil representa uma importante conquista para o setor. ”Estávamos trabalhando para incluir o ônibus no Move Brasil desde o ano passado, quando foi lançado o programa para caminhões. Esses R$ 2 bilhões exclusivamente para o setor do ônibus, com financiamento com taxas melhores do que as do mercado, permitirão movimentar toda a cadeia e renovar a frota de ônibus no Brasil”, explica.
A segunda fase do Move Brasil oferece um crédito total de R$ 21,2 bilhões, mais que o dobro do valor da primeira fase, que girou em torno de R$ 10 bilhões, sendo agora R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões de recursos do BNDES.
