Educação e consciência: fundamentais para o transporte de cargas

por Blog do Caminhoneiro

caminhao_estrada_logisticaEm um país essencialmente de transporte rodoviário como o Brasil, é fundamental fazermos reflexões constantes sobre o modal e o quanto ele precisa ser melhorado, em todos os sentidos. Se quisermos ter cada vez mais qualidade nesse tipo de transporte, não basta apenas cruzarmos os braços e atribuir a responsabilidade pela melhora ao poder público.

É imprescindível que as empresas se unam para entender o que e como as medidas devem ser tomadas para beneficiar não só a elas, mas principalmente aos motoristas. Afinal de contas, o segmento de transporte é feito por pessoas e são elas o maior tesouro das transportadoras.

Porém, constantemente, vejo números no mercado que assustam, como o de acidentes com mortes no País. E se levantarmos os números de todas as rodovias brasileiras ficaremos pasmos. E os motivos para isso são os mais variados: jornada de trabalho extensa, falta de descanso, direção perigosa, falta de atenção, frota antiga, entre outros.

No entanto, o mais relevante é resolver tudo isso, de forma estratégica e eficiente. No caso da carga horária, existe a Lei 12.619/12, que regulamenta a profissão com regras que proíbem os profissionais de dirigirem por um período maior que quatro horas sem descanso mínimo de 30 minutos. É uma mudança de paradigma no mercado, tanto para as empresas, como para os motoristas.

Os dois lados precisam se unir e entender que é primordial uma regulamentação, pois assim todos estão seguros. Mas para isso, é preciso ficar claro que a conscientização e educação sejam itens obrigatórios dentro e fora dos caminhões. As empresas têm como obrigação esclarecer o funcionamento da lei da jornada de trabalho, enquanto os motoristas devem fazer com que ela prevaleça, ou seja, obedecendo as horas e intervalos.

Para isso, existem tecnologias no mercado, como a telemetria, que possibilita o controle da direção e, assim, tomar as medidas necessárias não só para punir os colaboradores, mesmo porque a punição não é uma prática positiva. Mas para premiar os motoristas que obedecem todas as regras e que dirigem de forma correta.

Além disso, as pessoas precisam se conscientizar sobre as leis de trânsito e entender que todos que estão nele têm os mesmos direitos e deveres. Em outras palavras, sem educação e respeito, continuaremos a registrar números elevados de mortes. E em uma época repleta de ferramentas tecnológicas e esclarecimentos, é inadmissível que isso ocorra.

Outro fator que contribui negativamente é a idade da frota veicular. O Governo Federal recebeu, recentemente, proposta unificada para renovação dos veículos de dez entidades que representam a cadeia automotiva.

A solicitação tem como foco a retirada de circulação de caminhões com mais de 30 anos, por meio de política de incentivo tributário e de financiamento para que os transportadores autônomos possam adquirir outro veículo, ou mesmo um seminovo, com pelo menos dez anos de uso.

Com isso, haverá uma redução de 87% nas emissões de carbono, 81% de hidrocarbonetos, 86% de óxido nitroso e 95% de materiais particulados. Além de menor impacto ambiental, haveria um grande benefício: diminuir os acidentes, uma vez que os caminhões com mais de 30 anos estão envolvidos em 25% das ocorrências graves.

Os planos existem e o mercado está mobilizado para uma mudança. Mas ela deve começar já e a tecnologia está aí para isso. A empresa que não fizer a gestão de sua frota, por meio de equipamentos e soluções próprias para isso, como a telemetria, não sabe o quanto está prejudicando a si e ao país.

Uma vez utilizada essa tecnologia, é possível saber se o motorista está dirigindo perigosamente, se está atendendo às normas de segurança, se a lei da jornada de trabalho está sendo respeitada, além de vários outros aspectos.

Tudo isso é uma luz no fim do túnel para o segmento de transporte e logística, que deve continuar a crescer alicerçado pela educação e conscientização. Sem essa percepção dificilmente o crescimento será sustentável. E, assim, vidas continuarão a ser perdidas e não seremos um país evoluído e próspero.

Texto de Luiz Munhoz

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