Fórmula Truck: Djalma Fogaça sonha com o título

“Estou bem feliz com o rendimento do meu caminhão Ford. E falo de boca cheia que brigo pelo título da Fórmula Truck, pois estou mais concentrado, mais focado e tendo uma boa leitura da corrida. Na Truck não basta ser rápido. A gente tem de ler a prova. No grid, antes eu vivia brincando fora do caminhão. Hoje não me desconcentro e fico no cockpit. Tenho um forte poder mental e isso pode fazer a diferença”, diz Fogaça.
A confiança é tanta que ele nem se importa em ter de usar o restritor de potência de 76 milímetros, reservado ao segundo colocado no campeonato, contra o de 74 mm utilizado em Campo Grande, quando ocupava a terceira posição na classificação geral. Fogaça sabe que terá dificuldades, mas promete trabalhar muito para superá-las.
“Com certeza vou sentir, pois vi o caminhão do Cirino andar bem abaixo do que poderia render. Na minha opinião o redutor de 78mm (em Londrina será usado por Beto Monteiro) não será grande problema para ninguém. Vi que quem usa o de 74 milímetros tem dificuldade, pois a fumaça que saía do caminhão do Giaffone era absurda. A gente até consegue tirar a fumaça, mas aí o rendimento cai demais”, explica.
Para evitar grandes surpresas com essa falta de rendimento motivada pelo também chamado Lastro de Sucesso, Fogaça dá um passo à frente de alguns dos adversários.
“Mandei fazer restritores para testar no meu caminhão, pois não dá para chegar lá e só aí ter a surpresa. Fiz um restritor de cada (primeiro, segundo e terceiro) e testarei na pista de Piracicaba (cidade do Interior paulista e perto da equipe dele que fica em Sorocaba). Testarei também o de 78 milímetros, pois minha expectativa é, de uma hora dessas, ser primeiro no campeonato. Sei também que o pessoal da MAN tem uma reserva, uma carta na manga, pois em Campo Grande quando me aproximei deles num treino, no seguinte abriram de novo”.
Sempre objetivo e sincero, Djalma Fogaça confia tanto no trabalho de sua equipe, a DF Racing Fans, que nem mesmo a superioridade demonstrada pelos caminhões da MAN Latin América nas duas primeiras provas vencidas, respectivamente por Felipe Giaffone e Leandro Totti, servem para assustá-lo.
“Em Campo Grande eles brincaram de correr. No entanto, temos muito a evoluir. Tenho o motor de 9 litros e em breve devo usar o de 10 litros, pois o que me falta é somente receber os pistões. De repente, em Londrina podemos ser a surpresa, pois precisamos fazê-los correr atrás, já que deu para ver que eles têm problema de confiabilidade no caminhão. Além disso, em Londrina é mais fácil controlar o excesso de fumaça dos caminhões, pois a temperatura não deve ser tão quente quanto em Caruaru e em Campo Grande”, disse o Caipira Voador.
Próximas etapas
17 de maio – Londrina (PR)
14 de junho – Brasília (DF)
12 de julho – Goiânia (GO)
9 de agosto – Santa Cruz do Sul (RS)
13 de setembro – Curitiba (PR)
4 de outubro – Guaporé (RS)
8 de novembro – Cascavel (PR)
6 de dezembro – São Paulo (SP)
