QUEBRANDO GALHO NO TRANSPORTE – Mercedes Benz LPS 331 trucado

por Blog do Caminhoneiro

O cavalo mecânico andando devagar.
O carreteiro passeava com a patroa.
Um grande amigo ia visitar.
Pela rodovia, seguia numa boa.

O Mercedes Benz muito bem cuidado.
Andando sem o semirreboque.
Marca dos sessenta, ritmo moderado.
Parecia garanhão em suave trote.

O amigo tinha uma transportadora.
Prestava serviços a uma grande companhia.
De petróleo, conhecida distribuidora.
Milhões de litros transportava por dia.

Ao chegar à casa do amigo,
ele tinha um grande dilema.
Cavalo mecânico tinha de ser conseguido.
Mas conseguir naquele dia era o problema.

Vinte mil litros de gasolina a ser levado.
Semirreboque tanque estava pronto.
O cavalo mecânico que puxaria, quebrado.
Ausência de motorista, outro ponto.

Teriam de adiar aquele jogo de baralho.
Após o almoço saudável diversão.
Guilherme disse que quebraria o galho.
Faria transporte utilizando seu caminhão.

O amigo agradeceu o carreteiro
pela atitude de se pôr à disposição.
Semirreboque puxado pelo estradeiro.
Mercedes Benz marca de tradição.

O velho cara chata trucado
mantinha a mecânica original.
Guilherme ao trecho era acostumado.
Seu Mercedes Benz era sensacional.

Bem conservado e cheio de manhas,
mas Guilherme sabia domar o cavalo.
Ele próprio era cheio de artimanhas.
Sabia como conduzi-lo ou levá-lo.

Não era longo o percurso.
Cem quilômetros apenas.
O velho estradeiro de longo curso
uma de cada lado possuía duas antenas.

Radio amador para comunicação.
Havia outros itens de conforto.
Cavalo e semirreboque bela composição.
Guilherme estava em pensamentos absorto.

Mas Guilherme se viu em difícil situação.
Sem saber eram vigiados por uma gangue.
Logo começou encarniçada perseguição.
O Mercedes Benz corria como puro sangue.

A marca de cem por hora passa.
Para o estradeiro isso é bastante.
O Mercedes Benz a outros ultrapassa.
Guilherme e o amigo em situação preocupante.

Armas contra eles são disparadas.
De explosão, é iminente o risco.
Carros eram velozes, máquinas envenenadas.
O Mercedes Benz galopava veloz e arisco.

As balas ricocheteavam no tanque.
arrancando faíscas das chapas de metal.
Não havia meios de escapar da gangue.
O trabalho honesto seria punido pelo mau?

Guilherme tomou medida extrema
e preparou o amigo para o que viria.
Disse a ele: “Não tema”.
Livrar-se dos criminosos tentaria.

Freou bruscamente o conjunto.
Estrago seria grande, era notório.
Se tudo desse certo, teria assunto.
Se desse errado, de ambos seria o velório.

Os carros se esparramaram na pista.
Não queriam colidir com um tanque de gasolina.
Daqueles marginais, tinha baixado a crista.
Eram gente com sanha assassina.

Saindo da pista e dando capote,
batendo em árvores e em uma pedra.
Só o Mercedes seguiu ileso seu galope.
Nos carros um verdadeiro quebra-quebra.

Bandidos machucados e feridos
outros assustados, mas ilesos.
Roubar a carga não tinham conseguido.
Não estavam lidando com indefesos.

O amigo olhava para Guilherme
espantado com tamanho arrojo.
Bandidos eram como um verme.
Gente asquerosa que dava nojo.

Viviam do jeito desonesto.
Matando e tirando de outros o pão.
Mas Guilherme, rapaz digno e honesto
não permitiu que roubassem seu caminhão.

Entregaram a carga antes do almoço.
Voltaram a tempo de pegar “sorteio do bife”.
Naqueles bandidos causou alvoroço.
Não sabiam, mas um deles foi para o esquife.

Almoçaram e jogaram baralho
mas nada contaram para suas mulheres.
Não cometeram nenhum ato falho.
Teriam história, Guilherme e o amigo Peres.

Texto de Roberto Dias Alvares

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1 comentário

RobertoSantista 23/02/2019 - 12:05

Espero que gostem dessa aventura a bordo do Mercedes LPS 331

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